O gancho do Capitão Gancho (parte 1)

Eu sei que trabalhar com dinheiro público não é algo fácil. Na verdade, é uma responsabilidade que não tem tamanho, pois tudo tem que ser justificado. É claro que aonde este dinheiro será investido, nem sempre é de interesse de todos.

Sendo mais claro: o dinheiro pode ser investido em algo que um grupo A possa não gostar, mas um grupo B goste e vice-versa. Assim como pode ser aplicado em algo que A e B gostem, mas C acha ruim.

Lá na Unisinos, eu faço parte do DA de Comunicação e Recebemos um repasse mensal da universidade de quase 300 reais. E é assim para todos os CAs e DAs. Esse repasse que a Unisinos faz, não é por bondade e preocupação com o Movimento Estudantil dentro do campus, mas sim, por obrigação em retornar o dinheiro dos estudantes, para trabalhos organizados por estudantes.

Há diretórios que preferem recusar esse repasse, pois veem que esta ajuda prejudica na sua independência. É tipo como pensar na Unisinos como os nossos pais e os DAs como os filhos que querem sair de casa. “Oras, como ser independente, se ainda recebo a mesada do papai”? É o pensamento de alguns jovens – e também de alguns DAs e CAs que querem sair debaixo da asa dos pais – no caso, da Unisinos.

Pois bem, assim como há DAs que preferem ser independentes, há também os que acham que o dinheiro repassado pela Unisinos é um direito conquistado. Neste modelo, inclui-se a grande maioria dos Diretórios, inclusive o de Comunicação.

Mas como falei, trabalhar com o dinheiro público não é fácil, porém, a forma como ele é investido, varia de gestão para gestão. Por exemplo, a última gestão do DA de Comunicação, preferiu investir boa parte da grana do estudante, em propagandas de auto-promoção para tentar uma reeleição. Pouco, mas muito pouco mesmo, foi feito com o intuito de gastar a grana do estudante, para o estudante.

O motivo disso era que havia na época, uma gestão pífea, já que não tinham condições de criar atividades para um coletivo, “comprando” idéias prontas de entidades ditas representativas dos estudantes – leia-se UNE e UJS – como poderiam adiministrar bem o bem público?

Picuinhas a parte, e tempos depois, o quadro virou e há quem pense que onde investimos a grana não é de interesse comum. Normal. Isso sempre irá acontecer. Se usamos o dinheiro para organizar uma festa, com o intuito de integrar a galera da comunicação, há quem argumentará que deveriamos usar para debates. Se usamos o dinheiro para trazer alguém para um debate, há quem pense que deveriamos usar para participar de encontros da área. Ainda não chegamos a participar de encontro algum, mas se tivéssemos participado, haveria alguém que diria que o melhor seria investir em festas de integração.

É uma loucura. Como falei, cabe a quem adiminstra a grana, saber onde acha que ela será melhor aplicada para contemplar a maioria. Mas é lógico que ela deve ser investida para atividades políticas, sociais, culturais e/ou desportivas cabiveis ao Diretório.

Uma resposta para O gancho do Capitão Gancho (parte 1)

  1. […] gancho do Capitão Gancho (parte 2) Agora passemos este exemplo de proporções micro, para um tamanho maior, de envolvimento e participação, mesmo que indireta, de todos os […]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: