Pressa infernal

Duas coisas diariamente me tiram do sério:

– Todos os dias, mais exatamente às 17h41min, eu pego o Diretão lotado do trampo para o centro. Esse não é o problema. O que me incomoda é TODOS que lá dentro estão, saberem que o ônibus vai para um destino comum, logo, todos deverão descer do coletivo no mesmo lugar, a estação de oônibus da Praça XV, ao lado do Mercado Público.

Quando chegamos no centro, no famoso, horário de pico, não é raro pegar uma leve tranqueira, alguns metros antes da estação. Mas parece que o povo não vê que a via está engarrafada e não se dão conta que TODOS irão descer, e logo começam a se coçar, se levantar, e tomar a direção da porta. Agora eu pergunto: Pra quê?

A verdade é que, pra quem tá de pé, como é o meu caso 87,3% das vezes, é um saco ver as pessoas se acumulando no corredor, enquanto o ônibus está preso no trânsito e ainda falta minutos para ele chegar ao fim da linha.

Pô, custa esperar o ônibus parar para se levantar? Acredito que ir se levantando não vai desengarrafar a rua e tampouco fazer o ônibus chegar mais rápido na estação.

– A segunda coisa que me tira do sério, vem logo em seguida. Que me parece ser o processo inverso ao do primeiro caso.

Como estudo na Unisinos, vou para lá de trem, que lógicamente pego depois de descer do Diretão. Após subir a escada rolante, logo depois da roleta, me deparo, todos os dias, com uma multidão na plataforma a espéra do mesmo trem. Nada muito fora do comum. Contudo, quando ele chega, as pessoas se atropelam umas nas outras, se empurram e se apertam pra conseguir um lugar para sentar.

Isso sem falar no desrespeito que com as senhorinhas e os tiozinhos, ignorando-os, como se não tivessem ali olhando para estes apressados com uma cara de “por favor, eu quero me sentar”.

É pressa pra descer do ônibus, pressa subir no trem, é pressa pra tudo. E qual é o motivo de toda essa pressa mesmo? Tem gente que nem sabe, mas tem pressa só pra não perder o costume. Tem pressa de viver e esquece que o melhor da vida se vive sem pressa.

Atualização desatualizada: Fiquei apavorado com o que vi, voltando de Brasília, no feriadão de páscoa, no domingo retrasado. O sinal luminoso de sintos atados nem tinha se apagado, o avião nem tinha parado e as pessoas já estavam se levantando para retirar sua bagagens de mão, formando filas no corredor, antes mesmo de as portas se abrirem para o desembarque. Tinha um cara que se levantou de sua poltrona, naquela pressa, e não deve ter percebido o entruncamento que havia no corredor, ficando de pé todo torto, por ser maior que a distância do chão até o bagageiro de mão, do avião. E por pelo menos, cinco minutos ficou assim. Até que se deu conta que sua posição não estava confortável e voltou a se sentar. Engraçadíssimo!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: