¿Por qué no te callas, Roth?

Por muito tempo aqui neste blog, defendi o Roth, acreditando que nem tudo era responsabilidade e/ou culpa dele. Depositei confiança acreditando que ele seria capaz de levantar o caneco da Libertadores, mesmo sabendo que ele é um técnico que NUNCA ganhou nada.

Após sucessivas partidas feias, vitórias perdidas, estratégias bizarras de Celso Roth, – e se não bastasse, 4 derrotas seguidas para nossos co-irmãos – minha paciência foi chegando ao fim, e como tudo tem limite, aqui não seria diferente.

Chega um momento que fica impossível tentar defender um cidadão cabeça-dura, egoista e sem visão. Se ele realmente tivesse coerência no que diz, fizesse jus ao alto salário que ganhava (220 mil) e tivesse uma boa relação com a torcida, acredito que as coisas seriam diferentes.

Mas agora já era. A esta altura já deve estar com as malinhas prontas para sair de Porto Alegre. Se é que já não saiu. Porém, mesmo depois da sua demissão, Roth continua metendo os pés pelas mãos. Particularmente, chega a ser engraçado ler tal notícia assim, logo de manhã:

Roth ironiza: É mais desastroso perder Gre-Nal que a Libertadores
Para ex-técnico do Grêmio, dirigentes são torcedores com cargo

O técnico Celso Roth demostrou em entrevista à Rádio Jovem Pan, de São Paulo, o quanto ficou desapontado com a diretoria do Grêmio pela decisão de demiti-lo após a derrota no Gre-Nal do último domingo. Irônico, o treinador criticou a importância dada pelos dirigentes à derrota para o rival no Beira-Rio, em detrimento à campanha do time na Copa Libertadores.

É mais desastroso perder Gre-Nal que (perder) a Libertadores. Foi a conclusão que cheguei depois da decisão da nossa direção, infelizmente. Lutamos muito para sermos campeões brasileiros e se, não conseguimos, lutamos muito para chegarmos à Libertadores. Quando chegamos, temos de fazer um planejamento, porque simplesmente é o maior e melhor campeonato da América do Sul. Mas parece que o Gre-Nal tem mais força – declarou o treinador.

A bronca de Celso Roth não se deve apenas à demissão, mas também à decisão que ele diz ter sido imposta pela direção, de colocar em campo os titulares no clássico do último final de semana. O treinador afirmou que, por também serem torcedores do Grêmio, os dirigentes agiram de maneira passional.

– O que são os dirigentes? São torcedores com cargo. Aí temos de ter cuidado com este tipo de coisa, porque a emoção falou mais alto na hora de colocar (no Gre-Nal) os jogadores que vêm disputando a Libertadores. Falou mais alto a voz  do torcedor, não a da razão – disse o técnico.

Roth acredita que sua demissão foi uma resposta à torcida após ver o time sofrer três derrotas em Gre-Nais neste ano.

– A direção optou pela razão emocional, que muitas vezes é irracional – alfinetou.

Roth fala em planejamento. Gostaria de saber, do que ele se refere. Jogar contra o Caxias, um jogo praticamente ganho antes mesmo de começar, com os reservas para poupar para Libertadores, foi planejamento? Isso deve explicar a goleada que tomamos. Claro, nada mais sensato do que deixar os jogadores em banho Maria por uma semana para jogar.

Ou será que ele visava a eliminação de uma vez do Gauchão? Bem, não considero isso correto, afinal, como diz a música “o meu time quando joga é pra vencer”, na verdade até, me parece um posicionamento derrotista, de perdedor. Porém, já que estava competindo, deveria ir pra ganhar. Motivar a torcida e os jogadores, sabe?

Felipão, em 95, jogou ao mesmo tempo dois torneios, além da Copa Libertadores que viria a ser campeão. Jogou também o Gauchão, o qual também saiu campeão e foi vice da Copa do Brasil (na época ainda se jogava a Copa do Brasil e Libertadores juntos).

 Isso é planejamento. É pensar pra frente, com vontade de vencer. Pensamento de campeão. E olha que o time o Felipão comandava naquele ano não era muito melhor que esse que Roth tinha nas mãos.

Sem planejamento e sem noção das bandas por onde anda. Roth, que já treinou os dois clubes de Porto Alegre deveria ter uma noção da importância de um Gre-nal. Quer dizer, não é nada demais, só o maior clássico do Brasil e entre os maiores da América Latina e do mundo. SÓ ISSO! A situação se agrava quando esse clássico, tem pesos desiguais, e ao invés de tentar equilibrar, ignora-se tudo e torce pra derrota, visando o “planejamento”.

Foram 7 Gre-nais sem vitória. 3 empates e 4 derrotas. CONSECUTIVAS!!!

Por fim, o cara fala em racionalidade e passionalidade. Talvez ele deva ter esquecido em algum lugar nesse mundo que futebol é 30% razão, 70% emoção, caso fosse o contrário, nossos jogadores, como qualquer outro de qualquer lugar, seriam grandes gênios.

Se Roth fosse um vencedor inteligente, saberia que para ele se manter na casa-mata por mais um tempo, bastaria vencer o gre-nal do centenário no Beira-Rio, eliminando-os do gauchão.

Mas foi exatamente pelo contrário que ele foi demitido. Não sabe lidar com a agenda do futebol de participar de vários torneios. Se foca em um, e se perde nos dois.

Mais uma vez, Roth perdeu a chance de ficar calado.

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