PRBS? Jamais!

Quando digo as pessoas que estudo jornalismo, logo me perguntam se eu quero trabalhar na RBS. Prontamente respondo dizendo um seco não.

Quer dizer, como dizem que “em época de guerra, qualquer buraco é trincheira” não vou dizer que NUNCA trabalharei lá. Porém, só o farei em caso de extrema necessidade financeira. Mas posso dizer com todas as palavras que NUNCA exercerei minha profissão naquele antro por vontade própria.

E posso dizer isso, por discordar completamente de sua política e não agir dentro daquilo que a gente aprende na acadêmia de comunicação, sobre integridade, imparcialidade, veracidade dos fatos, além da, sempre almejada, liberdade de imprensa.

Sei que muito do que aprendemos é baléla, mas poderia existir um esforcinho, né?

O motivo que me fez escrever este post, refere-se em especial, a este parágrafo:

“(…)

 Com as atribuições esvaziadas pelos superiores, na prática Protógenes apenas cumpre expediente. Seus compromissos mais frequentes são as palestras que tem ministrado em universidades e sindicatos, verborragia que a PF quer estancar. Em breve, ele não será mais autorizado a deixar o trabalho para pregar contra o governo, a oposição, a polícia, a Justiça, a imprensa e, claro, contra Dantas, a quem só se refere como “banqueiro bandido”.

(…)”

Será que o jornalista Fábio Schaffner, que escreveu tal reportagem, esqueceu de ouvir o outro lado da história? Ou será que o uso de palavras como “verbofagia” e “pregar” foram mera casualidade por falta de expressões mais adequadas? Será que ele não sabe que a VEJA não serve como fonte?

Mas o que mais me tira do sério, além do fato da clara posição deste, dito jornalista, é a forma como ele consegue tenta transformar Protógenes Queiróz em bandido, quando na verdade, deveria ser visto como uma pessoa que tenta combater a corrupção.

Protogénes prende o ex prefeito de São Paulo, Celso Pitta, o banqueiro Daniel Dantas e o especulador Naji Nahas, por diversas fraudes e, diversas mídias, não só a ZH, tentam de todas as maneiras transformá-lo em bandido, enquanto os verdadeiros bandidos, eles passam por santinhos.

Todo mundo sabe que a comunicação, em especial o jornalismo, é o quarto poder. É a maior ferramenta que se pode ter nas mãos, pois ela pode erguer e destruir, pode ajudar, como pode derrubar. Não é do meu interesse me tornar parte desta máfia, que busca de forma discreta, formar a opinião de seu público.

Quem for esperto se liga na malandragem casual que te injetam diariamente.

Uma resposta para PRBS? Jamais!

  1. Vanessa Reis disse:

    “não vou dizer que NUNCA trabalharei lá. Porém, só o farei em caso de extrema necessidade financeira.”

    Eu acredito que seja o contrário. Porque eles não pagam nada bem. Devem achar que trabalhar lá é uma honra para qualquer profissional (aham!), então se julgam no direito de oferecer míseros R$450 para um estagiário. Argh!

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