Estratégias para atingir as metas

Eu não costumo escrever a respeito, pelo menos no blog, sobre aquele time de beira de rio, o Internacional. Mas de fato confesso, que hoje não me contive a falar sobre um fatídico episódio que aconteceu há umas duas semanas e que virou motivo de chacota por todo o estado.

Como é de conhecimento geral, 2009 é o ano do tão esperado centenário do Inter. E uma de suas campanhas é conseguir, até a data de aniversário dos 100 anos, chegar aos 100 mil sócios do clube.

Uma campanha muito interessante e que está muito próxima de ser concretizada, visto que o time já beira os 80 mil sócios. Tá certo que os métodos não são lá muito interessantes.

Certa vez, caminhando na Redenção em um domingo de sol, fui abordado por belas mulheres, loiras e morenas, trajadas com justíssimas roupas nas cores vermelha e branca, me questionando se eu não gostaria de me tornar sócio do inter. Antes mesmo dela terminar a palavra inter, já fui dizendo:
– “JAMAIS!”

Mas com certeza, naquela mesma tarde de domingo, muitas pessoas foram ludibriadas pela beleza daquelas mulheres e assim, e as vezes sem nem ter condições de pagar as mensalidades do clube, aceitaram se tornar sócio.

Ok, há quem ache que o método é justo. Inclusive, sábados e domingos a fio, elas estavam novamente na Redenção, recrutando novos sócios afim de atingir sua meta de 100 mil. E não só, outras garotas no estilo de propaganda de cerveja também apareciam no Gasômetro, Marinha, Parcão entre outros parques de Porto Alegre cumprindo a mesma função.

Buenas, eu sou da teoria que o torcedor é que tem que ir atrás do clube para se associar. Se informar, correr atrás. Mas se tem aquele facilitador, no caso facilitadora e QUE FACILITADORA, para se associar no clube, que mal há, não é mesmo? Tanto que fiz pouco caso do assunto. Creio que só dei uma brincada entre os colorados amigos.

Mas caio em gargalhadas ao ver o tamanho apelo que a direção tem para atingir sua meta na data marcada. Se não bastasse ser assediado nos parques, a direção passou a aceitar animais como sócios.

Depois de ler o Blog do David Coimbra sobre o assunto, caí no riso. Abaixo segue o texto sobre o assunto:

O cachorro indignado

Dias atrás, nós aqui do Esporte também invadimos essa seara nevrálgica. Publicamos matéria com Borg, um cachorro que foi associado ao Inter por sua dona. Notícia inofensiva, aparentemente.

Aparentemente.

A matéria despertou a indignação de uma torcedora que se identificou como “doutora Isabella Bard Correa, advogada e mestre em Direito Civil”. Doutora Isabella enviou um alentado e revoltado imeil que, em parte, reproduzo a seguir:

Estou escrevendo para o senhor devido ter me sentido lesada, haja vista o Dudu (no pedigree o nome é Edward) ser sócio contribuinte do Internacional como meu dependente, com mensalidade devidamente descontada no meu contracheque da Justiça Federal.

Colocaram na reportagem da Zero Hora aquele cachorro que há dois dias era sócio. O Dudu é sócio desde que nasceu, é garoto propaganda de várias pet shops e inclusive tem book feito por agência de publicidade. Somos colorados apaixonados pelo Inter, o quarto dele é todo decorado com produtos da loja do Inter, saci, bola etc.

O Dudu só veste as roupinhas oficiais do Inter, porque compro tudo lá na loja. Ele tem camisetas autografadas, toalhas, bandeira do Inter e fotos com jogadores. Diante disso, acredito que posso requerer a foto do meu lhasa apso fardado na Zero Hora. Na carteira dele de contribuinte consta Eduardo Correa, por ser meu dependente.

Inexiste problema com os dirigentes do Inter, porque o Dudu será sempre criança, e criança não vota. Eu votei nesta eleição. Espero que o senhor acate meu pedido por ser plenamente possível. O Dudu é meu filho único, por isso é tudo pra mim”.

Note, caríssimo leitor, as agruras por que passa um operário da informação. Quando publicamos a notícia sobre Borg, o cão sócio, o fizemos na intenção singela de registrar o inusitado. Ou, pelo menos, o que acreditávamos ser inusitado. Não era. Não suspeitávamos que, entre os milhares de integrantes do quadro social do Inter, havia outro cachorro, Edward (chamo-o pelo nome de registro por não privar da intimidade dele).

Também não tínhamos como desconfiar que a dona, ou, como ela se autodenomina, mãe de Edward ficaria ofendida com a publicação da matéria sobre outro cãozinho colorado. E assim abrimos uma perigosa frente. Porque, uma vez que existem dois cachorros associados ao Inter, quem garante que não haverá mais? E os gatos, que também são receptáculos de incondicional amor de seus donos? E os peixinhos dourados? Tenho um amigo que ama seu peixinho dourado. E, por que não?, os cágados carnívoros? Ou um cágado carnívoro não pode ser sócio do Inter? Francamente, é melhor ficar à margem do mundo animal.

A pergunta realmente fica no ar: Oras, se existem dois cães que são sócios do Inter, quem garante que não há outros mais?

Assim, realmente é muito fácil de atingir a meta de 100 mil sócios.

2 respostas para Estratégias para atingir as metas

  1. Gustavo Alencastro disse:

    Acho q o amigo esqueceu o quanto o futebol atual é ávido por dinheiro, esqueça seu sentimento pelo grêmio e eu esqueço o meu pelo Inter, sejamos pessoas normais e não meros torcedores de Inter e Grêmio, daí sim estaríamos sendo plausíveis, o senhor não acha ?

    Abraço

    • carvalh0 disse:

      Ok, confesso que os fins justificam os meios, mas alguém pagar mensalidade para ter como sócio seus animais de estimação já é demais, né?

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