Precisa-se de jornalistas na RBS

26 Maio, 2009

Um dos preceitos básicos da faculdade de jornalismo é SEMPRE cuidar com o que se escreve, principalmente se tratando de reproduzir matérias de outras mídias (famosa clipagem), para não escrever nenhuma besteira. Mas me parece que isso é algo ignorado pelos jornalistas da RBS:

Imprensa venezuelana destaca dificuldade de enfrentar o Grêmio
Jornais lamentam que os dois times do país peguem brasileiros nas quartas-de-final

A tradição do Grêmio, bicampeão da Copa Libertadores, chama a atenção dos jornais da Venezuela. O diário 2001 destaca na manchete nesta terça: “Quem detém os brasileiros?”, se referindo às missões ingratas de Caracas e Nacional, que enfrentarão Grêmio e Palmeiras, respectivamente. O outro confronto das quartas com brasileiros será entre Cruzeiro e São Paulo. A publicação destaca que o time gaúcho foi o melhor time na fase de grupos da competição continental.

— É uma partida complicada, pois o Grêmio tem grandes jogadores. Mas nós estamos muito bem, estamos seguros que será uma grande partida — declarou o atacante do Caracas Emilio Rentería.

O El Universal abre a reportagem sobre o jogo com uma declaração do técnico Noel Sanvicente, pregando tranquilidade aos seus comandados.

— Sabemos da qualidade do rival, difícil como todo brasileiro, vão querer fazer gols, mas nós devemos ter a personalidade para fazer nosso jogo e buscar o resultado — salientou.

O jornal destaca os retornos do volante e capitão Luis Vera e do lateral-direito Giovanni Romero, recuperados de lesão.

— É um encontro importante, tanto pelo lado pessoal como no coletivo, porque é muito bonito para um jogador estar em uma partida assim, histórica para o Caracas, porque é a primeira vez que estamos buscando a classificação às semifinais — observou Romero.

Já o Meridiano estampa que o Grêmio buscará um empate com gols.

— Um empate com gols seria bom. Assim faremos prevalecer a vantagem no Olímpico — declarou o meia Tcheco.

A publicação diz ainda que o capitão gremista pregou respeito ao Caracas, apesar de reconhecer que o time tem poucas informações do rival venezuelano (Marcelo Rospide observou jogos para passar dados aos jogadores). O jornal citou também a estreia do técnico Paulo Autuori na Libertadores com o Grêmio.

Não se averigua mais nada, não? Desde quando o Nacional é da Venezuela??? Além do mais, na própria matéria do jornal “Diário 2001″ ele cita o Nacional como um time do Uruguay. Além do mais, eles não podem lamentar que “os dois times do país peguem brasileiros”, pois só há UM time da Venezuela ainda na competição!

Sugestão: Colegas formandos ou formados em jornalismo, envie seu currículo para a RBS, pois me parece que estão precisando de novos jornalistas.


O gancho do Capitão Gancho (parte 2)

22 Abril, 2009

Agora passemos este exemplo de proporções micro, para um tamanho maior, de envolvimento e participação, mesmo que indireta, de todos os cidadãos.

Todo mundo aqui paga, ou deveria pagar, regularmente seus impostos. Impostos esses, que não são nada baratos, assim como as mensalidades da Unisinos, que além dos repasses, investem em coisas que a gestão atual acredita ser de interesse ou agrado do bem comum da comunidade acadêmica da universidade. Hoje priorizam uma coisa, amanhã outra gestão priorizará outra.

Bem, isso acontece, ou deveria acontecer, também com nossos impostos. Assim como a mensalidade, deveriamos ter um retorno daquilo que pagamos com as taxas e tudo mais.

O imposto que pagamos deveria suprir nossas necessidades básicas como: saúde, educação, saneamento, segurança…, como dizem que deveria ser uma democracia. Porém, com uma má gestão, não é bem assim que a banda toca.

Na real, eu nem falaria em má adimistração. Eu diria sacanagem mesmo. A maioria dos políticos usam do dinheiro público para benefício próprio, como por exemplo, o caso do uso indevido das cotas de passagens áereas.

Mais de 200 deputados, de um total de 513, utilizaram das cotas para viagens a passeio pelo Brasil, Estados Unidos e Europa. E se não bastasse, usaram de suas cotas para “ajudar” seus parentes ou amigos a viajarem também, nestes “passeios” de férias, ou não.

Eu, particularmente, não sou contra que os Deputados tenham cotas para viajarem pelo Brasil e exterior, contanto que a viagem feita tenha como finalidade alguma atividade política. Também não sou contra que os deputados utilizem de suas cotas para custear a viagem de terceiros com a mesma finalidade.

Mesmo que eu fosse contra, isso é claramente autorizado pelo regimento interno da Câmara, que prevê que as cotas são de uso para atividades políticas.

Uma volta rápida a análise micro das coisas…

A grana que o DA recebe da Unisinos, pra mim, pode, e deve, ser investido em encontros de estudantes, seja ele em Caxias do Sul, Curitiba ou São Luis do Maranhão. Mesmo que representando o diretório só vá uma única pessoa. É o uso do dinheiro público para uma viagem, com uma finalidade política.

Porém, se algum DA ou alguém que faça parte dele, usar do dinheiro para viagens de cunho pessoal, ou interesse particular, como por exemplo, passear em Gramado, ou passar as férias em São Paulo, (ou até em coisas menores, como se auto-promover), isso sim é roubalheira. É usar o que é dos outros para benefício próprio.

Obviamente não poderiamos ser vistos como casos iguais, pois o uso do dinheiro para viagens, foram aplicados com intuitos distintos.

Contudo, na situação macro das coisas, não é o que vem acontecendo.

Como disse, mais de 200 deputados vêm usando de suas cotas para viagens pessoais, entretanto, há quem use elas somente para atividades políticas, só que infelizmente são colocadas na vala comum, com a ajuda da mídia, dando a entender que todo político é mal caráter, interesseiro.

Tem como comparar, ou pior, dizer que são iguais, casos em que, de um lado, temos, por exemplo, o próprio presidente da Câmara, Michel Temer, que afirmou ter usado de suas cotas para viajar, juntamente com sua família, para Porto Seguro, no litoral baiano; e do outro, a Luciana Genro, que pagou com sua cota de passagens, para levar de Brasília a Porto Alegre o delegado da PF, Protógenes Queiróz, para palaestrar na capital gaúcha sobre corrupção, uma das principais bandeiras combatidas pela deputada? É claro que não tem comparação! 

Oras, se de um lado vemos um deputado que usou do benefício para seu bem e de seus familiares e de outro, temos uma deputada que usou da vantagem para fins políticos, é possível colocá-los os dois no mesmo saco e dizer que os casos são iguais? Creio que não.

Por essas e por outras que sou a favor do voto nulo!


O gancho do Capitão Gancho (parte 1)

22 Abril, 2009

Eu sei que trabalhar com dinheiro público não é algo fácil. Na verdade, é uma responsabilidade que não tem tamanho, pois tudo tem que ser justificado. É claro que aonde este dinheiro será investido, nem sempre é de interesse de todos.

Sendo mais claro: o dinheiro pode ser investido em algo que um grupo A possa não gostar, mas um grupo B goste e vice-versa. Assim como pode ser aplicado em algo que A e B gostem, mas C acha ruim.

Lá na Unisinos, eu faço parte do DA de Comunicação e Recebemos um repasse mensal da universidade de quase 300 reais. E é assim para todos os CAs e DAs. Esse repasse que a Unisinos faz, não é por bondade e preocupação com o Movimento Estudantil dentro do campus, mas sim, por obrigação em retornar o dinheiro dos estudantes, para trabalhos organizados por estudantes.

Há diretórios que preferem recusar esse repasse, pois veem que esta ajuda prejudica na sua independência. É tipo como pensar na Unisinos como os nossos pais e os DAs como os filhos que querem sair de casa. “Oras, como ser independente, se ainda recebo a mesada do papai”? É o pensamento de alguns jovens – e também de alguns DAs e CAs que querem sair debaixo da asa dos pais – no caso, da Unisinos.

Pois bem, assim como há DAs que preferem ser independentes, há também os que acham que o dinheiro repassado pela Unisinos é um direito conquistado. Neste modelo, inclui-se a grande maioria dos Diretórios, inclusive o de Comunicação.

Mas como falei, trabalhar com o dinheiro público não é fácil, porém, a forma como ele é investido, varia de gestão para gestão. Por exemplo, a última gestão do DA de Comunicação, preferiu investir boa parte da grana do estudante, em propagandas de auto-promoção para tentar uma reeleição. Pouco, mas muito pouco mesmo, foi feito com o intuito de gastar a grana do estudante, para o estudante.

O motivo disso era que havia na época, uma gestão pífea, já que não tinham condições de criar atividades para um coletivo, “comprando” idéias prontas de entidades ditas representativas dos estudantes – leia-se UNE e UJS – como poderiam adiministrar bem o bem público?

Picuinhas a parte, e tempos depois, o quadro virou e há quem pense que onde investimos a grana não é de interesse comum. Normal. Isso sempre irá acontecer. Se usamos o dinheiro para organizar uma festa, com o intuito de integrar a galera da comunicação, há quem argumentará que deveriamos usar para debates. Se usamos o dinheiro para trazer alguém para um debate, há quem pense que deveriamos usar para participar de encontros da área. Ainda não chegamos a participar de encontro algum, mas se tivéssemos participado, haveria alguém que diria que o melhor seria investir em festas de integração.

É uma loucura. Como falei, cabe a quem adiminstra a grana, saber onde acha que ela será melhor aplicada para contemplar a maioria. Mas é lógico que ela deve ser investida para atividades políticas, sociais, culturais e/ou desportivas cabiveis ao Diretório.


Segurança, justiça e outras coisas desconhecidas

12 Março, 2009

Alguém aqui já foi assaltado? Pois é, eu já. Algumas vezes. E posso garantir a vocês que não é das melhores sensações a sentir. Na real é uma merda. Imagina, todas aquelas coisas que você suou para comprar, que teve que parcelar em algumas vezes para poder ter, ser levada por um sujeito que já perdeu a crença no mundo e que irá vender tudo por uma pechincha para comprar pedras de crack.

É uma indignação sem tamanho. Se não bastasse, a polícia que deveria nos proteger, nunca, eu disse NUNCA, cumpre seu papel. Como de praxe, após ser chamada, leva em torno de meia hora para aparecer. É óbvio que com esse tempo, não jeito para buscar qualquer ladrão.

As vezes, eles até sabem a onde vão. Mas porque eles iriam buscar alguns viciados em crack armados, que, loucos da pedra, não tem nada a perder? Se a polícia aparecesse onde estão, com certeza tomariam chumbo grosso.

Se ao menos recebesse um salário digno, talvez a situação fosse outra…

Enfim. O que quero dizer é que ser assaltado não é só uma merda. É uma bosta. Então você começa a pensar naquelas coisas a respeito do desapego ao material. E funciona, afinal, você saiu com vida daquele 1 minuto que mistura fúria, adrenalina e tensão.

Tirando a chatiçe de ter que refazer documentos e tudo aquilo que havia dentro da carteira, você sabe que está vivo. Que nada lhe aconteceu a não ser o abalo moral. A injustiça social.

Mas por pior abalo que a sua moral tenha, tu se recupera. Aquelas coisas que tu tinha, tu recupera. Mas e como fica a pessoa em caso de quem roubaram a dignidade?

Oras, eu acredito que o estupro também é um tipo de roubo. Roubam a liberdade de escolha. Sujeitos sem escrúpulos utilizam-se de força para conseguir o querem. Como em um assalto. E muitas vezes, roubam a infância.

E esse tipo de assalto, com certeza, é abalo emocional que a vítima levará consigo para sempre.

Todos devem ter acompanhado o caso da menina de 9 anos que foi estuprada pelo padrasto e que engravidou de gêmeos. Pois é. Como se não bastasse tudo que lhe foi levado, a igreja católica acredita que não foi o bastante. Deveriam ter levado também a sua vida.

A menina nem tem seu corpo formado ainda e já estava gravida. DE GEMEOS! Em que condições físicas essa menina teria para ter estes bebês? A resposta é óbvia: nenhuma! Provavelmente morreria, antes mesmo de completar os nove meses de gestação.

A coisa mais sensata a fazer, é lógico, seria realizar um aborto. E foi o que aconteceu. Porém, a igreja católica acha que isso sim foi um crime. Não contente, excomungou todos os médicos que participaram da ação, a mãe da menina que concordou com o ato. E o padrasto? As leis da igreja não tem nada que diz sobre aborto, então, nada lhe aconteceu. Quer dizer, foi preso. A essa hora, já deve ter perdido as pregas, pois virou a mocinha da cela em que reside agora. Esse aí vai pagar o seus pecados pelas útlimas 10 vidas que ele teve.

E se não bastasse, um arcebispo ortodoxo que acredita que um estupro é terrivel, mas um aborto é pior, e teve o apoio do Vaticano em suas declarações, contratou um grupo de advogados para processar a mãe da menina.

Que mundo é esse? Que país é esse, que ainda tem gente que é contra o aborto e o direito a liberdade de escolha. O direito a vida. 

O que acho mais engraçado, é que no Seminários - local de formação de padres – , é onde há o maior número de casos de pedofilia. Pera aí. Se os seminários são para formação de padres, imagina-se que só tenha homens. E se só há homens e é onde onde ocorrem casos de pedofília, imagina-se que??? Se você pensou em abuso de crianças por parte dos padres, pensou certo. E NINGUÉM FAZ NADA!!!

Até fazem. Os padres processam quem menos tem culpa disso tudo. A mãe da menina, que pensando no bem dela, na vida que ela tem pela frente, na infância que lhe foi levada, autorizou o aborto.

Autoridades, tá na hora das coisas mudarem. Vamos botar a cabeça em 2009 e ver que não dá mais pra viver como a 100 anos atrás. A igreja não tem mais nenhuma influência. Obedecer o que eles dizem, é um atraso para a sociedade.

Ser excomungado, nos dias de hoje, não significa mais nada. Se tu é batizado, tu deixa de ser. Se tu é catequisado, tu deixa de ser. Se tu é crismado, tu deixa de ser. Se tu casou na igreja, tu deixa de ser. Se tu não é, não pode casar. Agora eu pergunto: E daí?

Se  é para o avanço da sociedade e a queda da igreja católica, eu também quero ser excomungado!

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, JÁ!!!


Cadê o binóculos?

11 Março, 2009

Foto: Dida Sampaio – AE

 


Que beleza

18 Fevereiro, 2009

Essa eu não poderia deixar passar.

Do Planeta Bizarro:

Em promoção de filme, empresa oferece saco de maconha
‘Sortudo’ também ganhará uma viagem para Amsterdã. Maconha poderá será consumida legalmente na capital holandesa.

Na promoção do DVD do filme “The Wackness” no Reino Unido, a companhia Revolver Entertainment está oferecendo um saco de maconha e uma viagem para Amsterdã (Holanda), onde há locais em que é tolerado o consumo da droga.

 

Segundo a empresa, há um bilhete premiado entre os mil primeiros DVDs que forem vendidos. O filme “The Wackness” fala da relação de “amizade” entre um deprimido psiquiatra e um jovem traficante de maconha. 

O ganhador da promoção poderá levar um acompanhante para a capital holandesa. Segundo a companhia, o “sortudo” irá receber um pacote de maconha de alta qualidade, que poderá ser consumida legalmente em Amsterdã.


O voto nulo e a sua credibilidade

10 Novembro, 2008

Desde que começei a faculdade de jornalismo, uma das coisas que aprendi, e que desde então passei a levar comigo, é a apuração da veracidade dos fatos.

Com certeza você já deve ter ouvido falar naquela história sobre votos nulos. Caso 50% +1 dos cidadãos anular seus votos a eleição é cancelada e um novo processo com novos candidatos será feita. Essa história, todo o ano roda o país todo, seja como  papo de mesa de bar, seja via e-mail, mas até então, nunca havia ocorrido caso que o comprovasse de fato.

Pois bem. Na edição Nº48 da Revista Voto, do mês de outubro, na coluna Manual do Candidato, escrita pelo advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos, eu leio o texto “Voto Nulo e ‘nova eleição’ Municipal”. Como conheço a revista de um certo tempo e sei de sua credibilidade e como acredito que um texto escrito por um advogado a respeito de legislação eleitoral não seria uma notícia incoerente, confio no que leio.

Logo eu, que sempre acreditei que o voto nulo servia para alguma coisa. Fiquei desapontado, confesso, após ler tal coluna, pois percebi que nenhuma maneira era possível de mudar as opções e as regras que tinhamos no tabuleiro do jogo. Tive que novamente aceitar o que li e por vezes até expliquei em algumas cervejadas por aí, que o voto nulo de nada servia, pois como havia lido na Revista Voto, o que vale para as eleições, são os votos validos.

Eis então que recebo um e-mail, nessa linda manhã de sol, que reproduzo abaixo:

“LIÇÃO DE CIDADANIA

Bom Jesus de Itabapoana – 89,23% de votos nulos

O município de Bom Jesus de Itabapoana deu um exemplo raro, talvez inusitado, de cidadania. Por estar contra o único candidato a prefeito, pelos seus antecedentes e despreparo, dos 26.863 eleitores que compareceram às urnas, 20.821 decidiram, conscientemente anular o voto …  

Os votos nulos alcançaram 89,23% dos votos válidos. Um exemplo de coragem e esclarecimento dessa população que usou o seu poder de escolha.

Com isso o TRE terá que fazer nova eleição e o candidato alijado não poderá se candidatar novamente. O interessante é que esse fato não foi divulgado em nenhuma mídia.”

  Como diariamente somos bombardeados de e-mails, que na sua maioria são enviados por pessoas de nossa confiança, mas que são textos sem nenhum fundamento verídico, procurei buscar a veracidade nessa história.

E não é que eu acho nos sites do O Globo, do UOL, da CMI Brasil e da Agência Brasil (que tem seu texto clippado em diversos blogs e sites, dentre eles o site do Terra), notícias que provam que o e-mail que recebi não é mais uma lenda virtual. Ou seja, o voto nulo é valido e funciona de verdade. Com 50% +1 dos votos anulados, pode-se SIM cancelar uma eleição!

Com essa história aprendi duas grandes lições:

1- Não confiar em tudo que vejo, leio, ouço, independente da fonte ou local de origem, procurando averiguar sempre a sua credibilidade, e se for algo questionável à verdade, buscar fatos que contrariem o que está sendo contado.

2- Mais do que nunca denfendo, agora com mais força ainda, o voto nulo, pois sei que só com ele podemos mostrar a nossa indignação contra quem mal nos representa.


Termos de motor de busca

28 Outubro, 2008

Não tendi

Num tendi


Concurso mágico

16 Outubro, 2008

Galera, eu e uma penca de amigos da Unisinos, estamos participando de um concurso cultural do site fizTV, que selecionará o clipe da música Cidadão de Papelão, da banda Teatro Mágico, que irá passar na MTV.

Semana passada tivemos a notícia que haviamos passado para a fase final do concurso, ficando entre os 10 melhores videos do Brasil.

Esta semana, entrou no ar o site para que todos possam votar e escolher o clipe que irá aparecer nas telas em rede nacional.

Para assistir nosso video basta acessar esse link aqui e para votar, é só clicar no terceiro botão que aparece quando você passa o mouse em cima do video.

O número de votos por pessoa é infinitamente eterno, incansavelmente para sempre, ou seja, se quiser realmente nos ajudar, vote quantas vezes quiser!

Assistão ao video, mostre pros seus amigos, ajude a divulgar e não esqueça de votar!!!


A carta de alforria foi assinada pela segunda vez

6 Outubro, 2008

Desde o periodo de colonização do Brasil, até o fim do Império Português, com a Independência brasileira, Por mais de 300 anos, a mão de obra escrava foi muito explorada por aqui.

Naquela época, nem se sonhava em existir os direitos trabalhistas. Era trabalho direto, faça chuva, faça sol, sete dias por semana, sem direito a férias, 13º salário – na verdade, nem salário se ganhava, quanto mais o 13º – sem direito a seguro por acidente de trabalho, sem carteira assinada, além de não ter vale-refeição, tão pouco vale-transporte.

Eles trabalhavam de 12 a 15 horas por dia sem receber absolutamente nada em troca. Na verdade, ganhavam um prato de comida na hora do almoço, que mais parecia ração para cachorro. E se ele quisesse jantar, teria que guardar parte da comida do almoço. 

Em 1888, após muita luta, fuga e resistência, a Lei Áurea é assinada pela Princesa Isabel, que tornavam livres, os escravos de seus senhores. 

200 anos se passaram e muitas coisas mudaram de lá pra cá, a respeito das leis trabalhistas. Greves foram feitas, direitos conquistados. A mão de obra passou a receber pelos serviços prestados, passou a existir uma carga máxima de horário de trabalho por semana, férias, dentre outras muitas conquistas. Até um dia, o trabalhador ganhou em sua homenagem: 1º de maio, dia mundial do trabalho.

No meio desse período, surge uma nova classe de trabalhador:

o estagiário. Essa “raça” é formada por estudantes, normalmente de ensino médio ou superior, que, óbviamente, no turno em que não trabalha, estuda.

O estagiário foi apelidado, por eles mesmos, de “escraviário”, por ser mão de obra barata para as empresas e lembrar constamente a rotina dos escravos, trabalhando feito condenado, sem carga horária estipulada e sem direito a quase nada. A difernça é que o estagiário recebe um salário –misero, mas recebe-, é livre e é contratado, não comprado.

Classificado como trabalhador,  mas também não pode ser chamado como tal, por não tem carteira-assinada, nem as “regalias” de um funcionário contratado.

Eu disse não tem? Me perdoem, eu quis dizer não tinha. Finalmente a Lei Áurea do século XXI foi assinada e os escraviários conquistaram seus direitos.

Agora o estagiário tem carga horária máxima de trabalho, sendo, 4h/dia ou 20 horas semanais, no caso de estudantes dos anos finais do ensino fundamental e 6 horas diárias ou 30 horas semanais, no caso de estudantes do ensino superior e ensino médio.

Além disso, conquistou o direito a férias remuneradas e obrigatórias de 30 dias, para estágios de mais de um ano e proporcinal, para estágios de menos tempo; passarão a ganhar vale-transporte (onde o estagiário tinha que pagar do seu dinheiro, para se locomover de casa pro estágio, do estágio pra aula);  e de quebra, ainda ganha o seguro de vida contra acidentes de trabalho.

Acredito que ainda tenha muitas coisas para mudar nessa legislação, mas com certeza, são grandes passos dados que devem ser bem comemorados. Uma vitória e tanto para nós estudantes e trabalhadores.