De volta a ativa!

19 Outubro, 2009

Depois de muito tempo ausente, aqui estou eu, diretamente de Montevideo, Uruguai, para seguir este blog, agora com análises e histórias deste pequeno país ao sul da América Laina.

Para quem ainda não sabe, desde o dia 18 de julho, estou vivendo nessa cidadezinha de um milhão e quinhentos mil habitantes, que também é a capital do país – que por sinal, não tem mais que três milhões e tresentas pessoas. Para se ter uma idéia, o país é um pouco menor que o estado do Rio Grande do Sul, porém, Porto Alegre e região metropolitana juntos, tem a mesma população de todo um país.

Buenas, breve voltarei contando mais novas…


Já se foi o disco voador…

22 Abril, 2009

Você se lembra em quem votou para deputado federal nas utlimas eleições (refresh: 2006)?

Se sim, dá uma olhada nessa lista aqui para ver por onde ele passeou, levando junto as vezes, amigos e parentes, por tua conta, seu bocó.

Na lista da pra ver também o total de viagens que ele fez. Confere aí!

Propaganda: O estudo foi feito pelo site Congresso em Foco, responsável por estudar, analisar, cuidar e denunciar as bizarrices do nosso Congresso. Quem gosta de política - e deveriam, pois é igual ou melhor que novela, tendo por vezes, cenas engraçadas, dramáticas, que mesclam mocinhos e bandidos – não pode deixar de ler.


AVISO!

8 Abril, 2009

Confesso estar cansado de escrever sobre questões mundanas. Tentarei para os próximos posts escrever sobre a mídia e a crítica a ela, a proposta pelo qual fiz este blog.


O poder de uma novela

8 Abril, 2009

Uma das maiores facinações do povo brasileiro, são as novelas aqui produzidas. São realmente produções incríveis. Produto de exportação, é um sucesso no exterior, do mesmo modo que os filmes Holiwoodanos são para os Estados Unidos, as novelas são para o Brasil.

Mas, assim como os filmes de Holiwood já cairam numa tendência repetitiva padronizada, com mocinho, mocinha e vilão, – e isso independe de ser filme de ação, aventura, comédia ou drama – e com final feliz, as novelas também seguem um padrão. Com mocinhos, mocinhas e vilões. Tem gente que morre no meio da novela e ninguém sabe quem matou e a dúvida segue até o último capítulo. Sem esquecer dos casamentos e dos inumeros trabalhos de parto que acontecem, terminado tudo em final feliz também.

Bem, na relidade, na contemporaneidade, nada mais se cria, tudo se copia. Neste caso, depois que descobriram a fórmula do sucesso para vender as novelas, muda-se o nome, o cenário, os personagens, mas de resto, a história é sempre a mesma.

E é incrível como isso vende. Como o povo se interessa e nem percebe que a novela atual, é igual a anterior, que é igual a anterior e que será igual a futura. A novela sempre foi um meio de manipulação. Todavia, antigamente, além de mais criativa e original, ela procurava fazer uma crítica a sociedade da época, ou o governo vigente. 

Atualmente, as críticas foram deixadas de lado e passaram a ser tratados temas polêmicos pertinentes a sociedade, pautando a mídia, de maneira que as pessoas acabam usando como argumento “o caso da novela”. Quer dizer, a novela fala sobre um assunto específico e a mídia passa a produzir mais notícias sobre o o fato na vida real e, não raramente, comparando com o acontecimento da novela.

Hoje a novela se tornou ainda mais, uma maneira de formar opinião e  isso é visto de maneira escancarada. A construção de um personagem determina se ele será bandido ou mocinho e alguns casos, o que é desenhado como bandido, passa a ser visto como bandido na vida real também. E vice-versa.

Me lembro vagamente de um exemplo que aconteceu na Malhação, no mesmo período (coincidentemente, claro) da onda de greves e invasões às reitorias, em especial na USP e na UnB, que levaram a queda dos seus respectivos reitores, por uso ilícito de verbas públicas para benefício próprio. 

Na novela – se é que podemos chamá-la assim, por ela não ter fim e ninguém se lembrar mais como ela começou - o fato foi que, um grupo de estudantes estavam tentando organizar um Grêmio Estudantil. E era engraçado ver a maneira como eles faziam a inversão de valores, pois  aqueles que gostariam de fazer revindicações estudantis, ou protestar por melhorias na escola, eram desenhados como os baderneiros, que se vestiam de preto, que matavam aula e etc e tal. Já os bonzinhos eram aqueles que simplesmente queriam fazer festas e organizar atividades de auto-promoção, pois afinal, popularidade é o que importa.

Logicamente, a construção da imagem desses personagens na novela, foi refletida na vida real. No caso real, muita gente passou a ver aqueles manifestantes como baderneiros, que só querem matar aula e bla bla bla.

E inocente é quem não acredita nisso. Que pensa que isso é mera coincidência, ou fruto da imaginação de alguém que acredita na Teoria da Conspiração.

Mas é lógico que é muito melhor tentar saber quem matou Odeth Roithman, do que saber onde a governadora tirou dinheiro pra comprar sua casinha, ou que aconteceu com os cidadãos envolvidos no mensalão. Estão presos? Devolveram o dinheiro da cueca?

Conclusão: Vida real é um saco! viva a novela!


¿Por qué no te callas, Roth?

8 Abril, 2009

Por muito tempo aqui neste blog, defendi o Roth, acreditando que nem tudo era responsabilidade e/ou culpa dele. Depositei confiança acreditando que ele seria capaz de levantar o caneco da Libertadores, mesmo sabendo que ele é um técnico que NUNCA ganhou nada.

Após sucessivas partidas feias, vitórias perdidas, estratégias bizarras de Celso Roth, – e se não bastasse, 4 derrotas seguidas para nossos co-irmãos - minha paciência foi chegando ao fim, e como tudo tem limite, aqui não seria diferente.

Chega um momento que fica impossível tentar defender um cidadão cabeça-dura, egoista e sem visão. Se ele realmente tivesse coerência no que diz, fizesse jus ao alto salário que ganhava (220 mil) e tivesse uma boa relação com a torcida, acredito que as coisas seriam diferentes.

Mas agora já era. A esta altura já deve estar com as malinhas prontas para sair de Porto Alegre. Se é que já não saiu. Porém, mesmo depois da sua demissão, Roth continua metendo os pés pelas mãos. Particularmente, chega a ser engraçado ler tal notícia assim, logo de manhã:

Roth ironiza: É mais desastroso perder Gre-Nal que a Libertadores
Para ex-técnico do Grêmio, dirigentes são torcedores com cargo

O técnico Celso Roth demostrou em entrevista à Rádio Jovem Pan, de São Paulo, o quanto ficou desapontado com a diretoria do Grêmio pela decisão de demiti-lo após a derrota no Gre-Nal do último domingo. Irônico, o treinador criticou a importância dada pelos dirigentes à derrota para o rival no Beira-Rio, em detrimento à campanha do time na Copa Libertadores.

É mais desastroso perder Gre-Nal que (perder) a Libertadores. Foi a conclusão que cheguei depois da decisão da nossa direção, infelizmente. Lutamos muito para sermos campeões brasileiros e se, não conseguimos, lutamos muito para chegarmos à Libertadores. Quando chegamos, temos de fazer um planejamento, porque simplesmente é o maior e melhor campeonato da América do Sul. Mas parece que o Gre-Nal tem mais força – declarou o treinador.

A bronca de Celso Roth não se deve apenas à demissão, mas também à decisão que ele diz ter sido imposta pela direção, de colocar em campo os titulares no clássico do último final de semana. O treinador afirmou que, por também serem torcedores do Grêmio, os dirigentes agiram de maneira passional.

– O que são os dirigentes? São torcedores com cargo. Aí temos de ter cuidado com este tipo de coisa, porque a emoção falou mais alto na hora de colocar (no Gre-Nal) os jogadores que vêm disputando a Libertadores. Falou mais alto a voz  do torcedor, não a da razão – disse o técnico.

Roth acredita que sua demissão foi uma resposta à torcida após ver o time sofrer três derrotas em Gre-Nais neste ano.

– A direção optou pela razão emocional, que muitas vezes é irracional – alfinetou.

Roth fala em planejamento. Gostaria de saber, do que ele se refere. Jogar contra o Caxias, um jogo praticamente ganho antes mesmo de começar, com os reservas para poupar para Libertadores, foi planejamento? Isso deve explicar a goleada que tomamos. Claro, nada mais sensato do que deixar os jogadores em banho Maria por uma semana para jogar.

Ou será que ele visava a eliminação de uma vez do Gauchão? Bem, não considero isso correto, afinal, como diz a música “o meu time quando joga é pra vencer”, na verdade até, me parece um posicionamento derrotista, de perdedor. Porém, já que estava competindo, deveria ir pra ganhar. Motivar a torcida e os jogadores, sabe?

Felipão, em 95, jogou ao mesmo tempo dois torneios, além da Copa Libertadores que viria a ser campeão. Jogou também o Gauchão, o qual também saiu campeão e foi vice da Copa do Brasil (na época ainda se jogava a Copa do Brasil e Libertadores juntos).

 Isso é planejamento. É pensar pra frente, com vontade de vencer. Pensamento de campeão. E olha que o time o Felipão comandava naquele ano não era muito melhor que esse que Roth tinha nas mãos.

Sem planejamento e sem noção das bandas por onde anda. Roth, que já treinou os dois clubes de Porto Alegre deveria ter uma noção da importância de um Gre-nal. Quer dizer, não é nada demais, só o maior clássico do Brasil e entre os maiores da América Latina e do mundo. SÓ ISSO! A situação se agrava quando esse clássico, tem pesos desiguais, e ao invés de tentar equilibrar, ignora-se tudo e torce pra derrota, visando o “planejamento”.

Foram 7 Gre-nais sem vitória. 3 empates e 4 derrotas. CONSECUTIVAS!!!

Por fim, o cara fala em racionalidade e passionalidade. Talvez ele deva ter esquecido em algum lugar nesse mundo que futebol é 30% razão, 70% emoção, caso fosse o contrário, nossos jogadores, como qualquer outro de qualquer lugar, seriam grandes gênios.

Se Roth fosse um vencedor inteligente, saberia que para ele se manter na casa-mata por mais um tempo, bastaria vencer o gre-nal do centenário no Beira-Rio, eliminando-os do gauchão.

Mas foi exatamente pelo contrário que ele foi demitido. Não sabe lidar com a agenda do futebol de participar de vários torneios. Se foca em um, e se perde nos dois.

Mais uma vez, Roth perdeu a chance de ficar calado.


“Em 20 anos trabalhando nesta Indústria Vital, esta é a primeira vez que isso me acontece”

3 Abril, 2009

Hoje vi que o jornalismo tem salvação.

Quem me conhece sabe que não tenho grandes admirações pela Zero Hora e seu estilo jornalístico corporativo. Mas assim como não podemos dizer que todo político é corrupto, que todo petista é de esquerda, não podemos colocar no mesmo saco, todos os jornalistas desta empresa de jornalismo e dizer que eles são sutis manipuladores, formadores de opinião. 

Sim, eu realmente estou falando isso. Não podemos generalizar e dizer que todos são tendenciosos. Não quer dizer que um dia não virem, mas por enqunato, há as exceções da regra.

A prova disso foi hoje, quando li a seguinte matéria do jornalista Humberto Trezzi, no site da ZH:

Zero Hora mostra o pesadelo chamado Vila Chocolatão
Área se transformou em chaga urbana no centro da Capital

“Até no lixão nasce uma flor”, avisa o grafite desenhado com capricho num dos muros de entrada da Vila Chocolatão, no coração de Porto Alegre. Pode ser. Mas o mais comum é nascerem ali ratos do tamanho de gatos, gatos do tamanho de cães, pombos que ingerem sobras de comida e crianças que brincam em meio ao lixo. Vez que outra se avista uma planta, em um daqueles bem-vindos caprichos da natureza.

A Vila Chocolatão, situada ao lado do prédio marrom da Receita Federal, o que lhe garantiu o apelido, é um pesadelo urbano que teima em assombrar a Capital. Vive imersa no lixo e dele tira seu sustento, já que a comunidade revende aquilo que é rejeitado pelos moradores do Centro. Sacos e mais sacos de detritos se empilham no fundo dos casebres, uma armadilha que assusta qualquer quem conhece o local.

As malocas não têm água encanada ou saneamento. A criançada passeia de pés descalços em meio a línguas negras de esgoto a céu aberto, até por falta de que fazer – inexistem creches na vila. As poças de água misturada a fezes estão sempre repletas de mosquitos e larvas de insetos. Poucos barracos dispõem de banheiros, a maior parte utiliza sanitários coletivos doados pela prefeitura.

A principal entrada, que deveria ser o cartão-postal da vila, está tomada por um lixão ao ar livre. Acocorados, moradores disputam ali sacos de detritos apodrecidos. Catam sobras de papel, metal e plástico para vender. Mais do que a principal, essa é praticamente a única atividade econômica da comunidade.

Início da formação foi na década de 80

A separação do lixo seco (rentável) do orgânico (jogado fora ou usado como alimento) acontece num terreno baldio na principal entrada da vila, voltada para a Avenida Loureiro da Silva. Os papeleiros parecem ignorar a frase pintada no muro, que avisa: “É proibido entulho e lixo aqui, não insista”. Compreensível, já que eles não têm muita escolha. Aquela é a única área livre de que dispõem, o resto está tomado de barracos.

As 182 famílias que moram nessa favela cheia de casebres de papelão com teto de plástico vivenciaram seis incêndios nos seis últimos anos. É fácil entender porquê. Os moradores furtam luz por meio de “gatos” instalados em fiações precárias, de bitola estreita. Curto circuitos são o estopim do fogo nas residências de madeira.

Os que não improvisam eletricidade jantam à luz de velas – o que não tem nada de romântico e aumenta o perigo de produzir uma tragédia. Da última vez, em 26 de janeiro, 35 casebres foram destruídos pelo fogo.

A Vila Chocolatão é bem mais antiga do que muita gente pensa. Quando a sua mais antiga moradora, a pipoqueira Rosângela Carvalho Braga, 42 anos, se instalou ali, em 1984, já existiam três moradores no amplo terreno bem localizado.

Na época, ela era papeleira e morava embaixo dos trilhos do Aeromóvel, numa barraquinha de papelão e zinco. Foi expulsa por PMs e decidiu invadir o terreno ao lado do edifício conhecido como Chocolatão. Só anos depois, quando os barracos eram centenas, Rosângela descobriu que a área pertence à Justiça Federal.

– Isso aqui era puro mato, a gente usava vela para iluminar. Minhas três filhas nasceram e se criaram aqui. A Renata está hoje com 21, a Camila com 19 e a Bruna, com 18. Melhorei de vida e, por nós, não saímos daqui – avisa Rosângela, que durante as tardes cuida do neto Gabriel, dois anos.

Cadê o fucking lead? Cadê o 3Q+COP? Cadê a formação de opinião, típica da Zero Hora?

Isso quer dizer que o jornalismo não está perdido e que o jornalista não está fadado ao corporativismo das grandes empresas, se tornando um reporter de redação, só a base de telefone e internet para coletar dados.

Depois disso, é realmente possível acreditar que tem gente boa no PSDB, que nem todo juiz de futebol é ladrão e nem todo colorado é amargo.


Segurança, justiça e outras coisas desconhecidas

12 Março, 2009

Alguém aqui já foi assaltado? Pois é, eu já. Algumas vezes. E posso garantir a vocês que não é das melhores sensações a sentir. Na real é uma merda. Imagina, todas aquelas coisas que você suou para comprar, que teve que parcelar em algumas vezes para poder ter, ser levada por um sujeito que já perdeu a crença no mundo e que irá vender tudo por uma pechincha para comprar pedras de crack.

É uma indignação sem tamanho. Se não bastasse, a polícia que deveria nos proteger, nunca, eu disse NUNCA, cumpre seu papel. Como de praxe, após ser chamada, leva em torno de meia hora para aparecer. É óbvio que com esse tempo, não jeito para buscar qualquer ladrão.

As vezes, eles até sabem a onde vão. Mas porque eles iriam buscar alguns viciados em crack armados, que, loucos da pedra, não tem nada a perder? Se a polícia aparecesse onde estão, com certeza tomariam chumbo grosso.

Se ao menos recebesse um salário digno, talvez a situação fosse outra…

Enfim. O que quero dizer é que ser assaltado não é só uma merda. É uma bosta. Então você começa a pensar naquelas coisas a respeito do desapego ao material. E funciona, afinal, você saiu com vida daquele 1 minuto que mistura fúria, adrenalina e tensão.

Tirando a chatiçe de ter que refazer documentos e tudo aquilo que havia dentro da carteira, você sabe que está vivo. Que nada lhe aconteceu a não ser o abalo moral. A injustiça social.

Mas por pior abalo que a sua moral tenha, tu se recupera. Aquelas coisas que tu tinha, tu recupera. Mas e como fica a pessoa em caso de quem roubaram a dignidade?

Oras, eu acredito que o estupro também é um tipo de roubo. Roubam a liberdade de escolha. Sujeitos sem escrúpulos utilizam-se de força para conseguir o querem. Como em um assalto. E muitas vezes, roubam a infância.

E esse tipo de assalto, com certeza, é abalo emocional que a vítima levará consigo para sempre.

Todos devem ter acompanhado o caso da menina de 9 anos que foi estuprada pelo padrasto e que engravidou de gêmeos. Pois é. Como se não bastasse tudo que lhe foi levado, a igreja católica acredita que não foi o bastante. Deveriam ter levado também a sua vida.

A menina nem tem seu corpo formado ainda e já estava gravida. DE GEMEOS! Em que condições físicas essa menina teria para ter estes bebês? A resposta é óbvia: nenhuma! Provavelmente morreria, antes mesmo de completar os nove meses de gestação.

A coisa mais sensata a fazer, é lógico, seria realizar um aborto. E foi o que aconteceu. Porém, a igreja católica acha que isso sim foi um crime. Não contente, excomungou todos os médicos que participaram da ação, a mãe da menina que concordou com o ato. E o padrasto? As leis da igreja não tem nada que diz sobre aborto, então, nada lhe aconteceu. Quer dizer, foi preso. A essa hora, já deve ter perdido as pregas, pois virou a mocinha da cela em que reside agora. Esse aí vai pagar o seus pecados pelas útlimas 10 vidas que ele teve.

E se não bastasse, um arcebispo ortodoxo que acredita que um estupro é terrivel, mas um aborto é pior, e teve o apoio do Vaticano em suas declarações, contratou um grupo de advogados para processar a mãe da menina.

Que mundo é esse? Que país é esse, que ainda tem gente que é contra o aborto e o direito a liberdade de escolha. O direito a vida. 

O que acho mais engraçado, é que no Seminários - local de formação de padres – , é onde há o maior número de casos de pedofilia. Pera aí. Se os seminários são para formação de padres, imagina-se que só tenha homens. E se só há homens e é onde onde ocorrem casos de pedofília, imagina-se que??? Se você pensou em abuso de crianças por parte dos padres, pensou certo. E NINGUÉM FAZ NADA!!!

Até fazem. Os padres processam quem menos tem culpa disso tudo. A mãe da menina, que pensando no bem dela, na vida que ela tem pela frente, na infância que lhe foi levada, autorizou o aborto.

Autoridades, tá na hora das coisas mudarem. Vamos botar a cabeça em 2009 e ver que não dá mais pra viver como a 100 anos atrás. A igreja não tem mais nenhuma influência. Obedecer o que eles dizem, é um atraso para a sociedade.

Ser excomungado, nos dias de hoje, não significa mais nada. Se tu é batizado, tu deixa de ser. Se tu é catequisado, tu deixa de ser. Se tu é crismado, tu deixa de ser. Se tu casou na igreja, tu deixa de ser. Se tu não é, não pode casar. Agora eu pergunto: E daí?

Se  é para o avanço da sociedade e a queda da igreja católica, eu também quero ser excomungado!

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, JÁ!!!


Hoje eu acordei afim de ser processado

13 Fevereiro, 2009

Será que o desgoverno realmente processará a todos que divulgar fotos desse belo outdoor?


Jogo da memória

10 Fevereiro, 2009

Tente adivinhar que lugar é este:

Está díficil? Vou dar uma dica: Como se trata de uma vista aérea, tente imaginar um aglomerado de bancas com toldos amarelo ou laranja na parte inferior direita da imagem.

Não adiantou?

Então vai outra pista: No canto superior esquerdo da foto, o detalhe da construção que aparece, é o Mercado Público.

Ainda não?

Se eu disser que essa é uma foto aérea da Praça XV, depois da saída dos camelôs dali, vocês acreditariam? Pois é a mais pura verdade.

Incrível como ficou diferente o caminho pela zona, hein ô!?


Nova novela das 8: Haja Coração

28 Janeiro, 2009

Todo mundo diz que novela boa é aquela que se enrola no final, onde o suspense paira pelo ar, deixando os seus espectadores tensos e apreensivos. Porém, Deuzulivre, nunca vi novela mais enrolada que essa que está passando nas bandas da Azenha. já faz mais de mês que está sendo anunciado os capítulos finais, só que este, nunca chega.

Antes mesmo da virada do ano, quando o jogador Herrera foi anunciado como possível contratação, quase fui ao delírio. Vem de uma boa fase no Curintiá e tem grande simpatia dos torcedores do tricolor. Mas quando tudo parecia ter final feliz, o Gimnasia y Esgrima diz que não quer liberar o jogador. Assim sendo, passa a ser tratado como descartado pelo nosso tricolor.

O alvo então passa a ser Maxi Lopes. Outro argentino, revelado pelo River Plate, foi para o Barcelona e de lá, para FC Moscou, onde se encontra hoje. O Grêmio queria o jogador por um empréstimo de um ano. Tudo corria bem, quando o time russo diz querer emprestá-lo por apenas 7 meses. Com esses termos, o tricolor se nega a trazer Maxi e assim, conclui as negociações.

Quando a trama parecia ter terminado, eis que os tricolores recebem a informação de que Herrera estava novamente em negociação, pois o time de La Plata estaria interessado em vender sua parte dos direitos federativos do jogador, por um valor um pouco maior que o que o Grêmio havia oferecido anteriormente e assim, as negociações reiniciariam.

Enquanto isso, na Russia, o FC Moscou repensa em suas atitudes e decide emprestar Maxi Lópes pelo tempo que o Grêmio quer. E assim, o Grêmio volta a negociar com os dois jogadores.

[Pausa pro intervalo] A este momento, os torcedores já comemoraram a vinda de um, a vinda de outro. Já se chatearam com o cancelamento das negociações dos dois. E agora voltavam a comemorar a possível contratação de ambos.

Passada duas semanas e nada dos jogadores no Olímpico. E para aumentar a aflição dos torcedores, TODOS OS DIAS as notícias que saem, diz que no máximo “até o final dessa semana”, os jogadores serão anunciados pelo tricolor.

Nessa novela, uma preocupação que eu tinha, ao menos, me deixou mais relaxado. Com a vinda dos dois atletas, o Grêmio passaria a contar com 5 estrangeiros (Orteman, Perea, Morales, Herrera e Maxi), o que não é permitido, pois o máximo no plantel são 4 estrangeiros e 3 podem ir a campo. Logo, O Grêmio teria que dispensar um. No ínicio dessa semana veio a confirmação da dispensa do Morales.

Mas eu, que acreditava que a novela terminaria ainda essa semana, com a dispensa do Morales. Me iludi.

Não é que no caso do Herrera, agora o San Lorenzo, detentor de 25% dos direitos federativos do jogador, resolve complicar as negociações, exigindo um valor maior pra ele?

E não é que no caso do Maxi Lópes, o Racing resolve entrar na briga pelo jogador?

Ao menos, no caso do Maxi, ele mesmo garante que prefere ir pro Grêmio.

Por enquanto, as notícias afirmam que até o final dessa semana um ou outro, será confirmado para jogar no Grêmio.

Já iremos entrar no mês de fevereiro e essa novela ainda não terminou. Enquanto isso, eu continuo tenso e apreensivo, como todo gremista que não sabe se terá alguém pra dividir o ataque com Alex Mineiro.

Haja coração!!!