Grêmio vai a Floripa a passeio

25 Julho, 2008

Grêmio, na noite da última quarta-feira, 24, foi a Floripa jogar a 14ª rodada do campeonato brasileiro, contra o Figueirense. Motivos para achar que o jogo seria ruim não faltavam.

Luiz Zini, Colunista e blogueiro da RBS, além de colorado, viu motivos até demais. Em seu blog, minutos antes da partida, Zini levantou as seguintes questões:

Cinco questões tricolores que o Figueirense pode responder mais adiante:

1) Como a defesa vai se portar sem Léo e Réver, dois dos jogadores mais regulares da equipe na temporada?

2) Marcel é o cara, o goleador, mesmo para um jogo (teoricamente) de contra-ataque?

3) Como será o comportamento do coletivo num jogo em Florianópolis, onde o Tricolor costume patinar do começo ao fim?

4) Como será o esquema de Celso Roth quando está em jogo a liderança do Brasileirão?

5) Pico é o mesmo o melhor jogador para o lado esquerdo?

Após o jogo, eu gostaria de ver a cara do blogueiro colorado, que errou nas contas ao fazer cinco questões sobre o tricolor e não sete. Além disso, teve muito bem suas respostas respondidas, onde o Grêmio mostrou porque tem a melhor defesa do campeonato, e o segundo melhor ataque, onde tem um gol a menos que Flamengo.

Marcel até marcou e vem mostrando vontade em manter seu lugar de titular, mas o show (finalmente) foi de Perea, que não marcava já fazia algum tempo. Por falar em Perea, foi uma surpresa para todos nós, ve-lo em campo, depois de todos os jornais o colocarem como duvida para a partida de ontem.

Eu, pessoalmente, não estava muito feliz com a “surpresa” de Roth, afinal, Perea vem desapontando já faz algum tempinho. Para ser honesto, eu nunca desacreditei no seu potencial, mas chega uma hora que cansa ver um atacante errar TANTOS gols e dividir bolas com zagueiros como se fosse uma bailarina.

Mas assumo, tomei nos dedos. Perea mostrou que quando quer, sabe fazer gol. Assim como foi contra o Botafogo, a oito rodadas atrás, onde também marcou três gols.

Já a terceira e quarta questões, acho que nem precisam ser respondidas, né? Roth manteve a mesma estratégia do jogo contra o Cruzeiro, sábado passado, e mostrou que o time está bem articulado, se encontrando dentro de campo, fazendo jus a posição em que se encontra. (Ao fim do jogo, Zini devia estar se remoendo, ao ver que o “time que patina do começo ao fim”, demonstrou superioridade e um coletivo muito bem estruturado).

E não é por menos. Os números não mentem. Ao longo do ano, Grêmio jogou 37 partidas, venceu 25, empatou oito e só perdeu apenas quatro, uma performance de fazer inveja. No brasileiro foram 14 partidas, oito vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Sobre Anderson Pico, ele até que ficou meio apagado, afinal, o esquema defensivo pouco trabalhou.

Além de todos as questões trazidas por Zini, que não acreditava na vitória do Grêmio, o tricolor tinha mais um desafio: Nos últimos oito confrontos entre as duas equipes, os catarinenses venceram seis jogos, empataram um e perderam apenas um.

Me pareceu uma ótima maneira de ARRANCAR essa touca de vez!

Quem esperava ver uma partida até monotona, se surpreendeu com o baile tricolor que foi a Florianopolis jogar futebol, mas só passeou pela capital.


Dialogo só quando convém…

23 Julho, 2008

Com o recesso dos três poderes, estou com bastante tempo livre no trabalho. Sem muita coisa pra fazer, começei a “caçar” as mais variadas notícias pelos sites e blogs que a rede mundial de computadores nos oferece. Nessa brincadeira, acesso o Portal 3 e encontro uma matéria sobre o ENADE.

Após a leitura da matéria, que se referia a uma campanha que a AgexCom irá realizar para incentivar os estudantes a participar de forma plena do Exame, começei a me questionar porque essa prova é tão importante. Por que devo melhorar o conceito da universidade que só visa o lucro, aumentando a mensalidade todos os anos e demitindo os professores?

 Quando o estudante procura alguém da universidade pra saber onde está sendo investido seu dinheiro, por que bons professores são demitidos, por que a mensalidade aumenta se ainda usamos IBM desatualizados, que travam toda hora, do nada, com softwares que mal funcionam (Page Maker 6.5, Corel 8), todo mundo desaparece, mas quando a universidade precisa do estudante pra levantar suas “estrelinhas” no conceito, vem correndo nos procurar.

Faz um terrorismo dizendo que isso vai melhorar o “status” do diploma (nas entrelinhas leia-se: “um curso bem qualificado no MEC, facilita na hora de arrumar um emprego”) e por isso é muito importante fazer o tal do Exame.

Só que todo mundo sabe, que não será o conceito do ENADE que vai me valorizar nessa sociedade de mercado. Não adianta Fulano ou Siclano estudarem num curso conceito 5 do MEC e tirar notas baixas, ele tem que fazer por ele. Assim como não faz diferença um sujeito estudar num curso com conceito 1 (já que não existe 0) e só tirar notas boas.

Quando eu fiz, em 2006, eu simplesmente fui, assinei meu nome e fui embora. E só fui porque o terrorismo é tamanho que se tu não fizer o ENADE tu não pode ganhar teu diploma, e assim, não pode se formar. Se eu tiver que voltar a fazer o Exame, daqui a um ou dois anos, farei a mesma coisa que da primeira vez.

Se a universidade precisa de mim pra melhorar sua imagem, que faça por merecer. Que seja ouvido pelos estudantes quando eles precisam dela.

A pergunta que faço agora é: Por que devemos “melhorar o conceito” do curso/universidade se ela não responde as necessidades dos estudantes? No caso da comunicação social, quando tivermos computadores decentes com softwares atualizados, equipamentos de fotografia, rádio e televisão, dignos de uma faculdade paga, talvez valha a pena fazer esse tal de ENADE.

Mas enquanto isso não acontece, sigo no boicote!

A propósito, espero que a campanha da Agex seja MUITO boa, porque a contra-campanha esse ano, com certeza será.


Brasil: um país que não se valoriza

22 Julho, 2008

Como é de costume, sempre que arrumo uma folguinha no trabalho, dou uma olhada nos portais e blogs de notícias e colegas pra saber o que anda rolando no mundo enquanto estou sentado na frente de um computador me adequando ao sistema, do jeitinho que o diabo gosta.

Entre uma notícia e outra dou uma atualizada na minha caixa de entrada dos e-mails, pra ver se não recebi nada de novo.

Como é de costume também, meu pai me envia uma diversidade de e-mails, diariamente. Desde assuntos jornalísticos, piadinhas, cuidados virtuais, fotos, dentre outros.

Outro dia, ele me enviou um que eu realmente achei muito interessante, e resolvi postá-lo aqui no blog:

“O que uma escritora holandesa falou sobre o Brasil:

Só falta saber o nome da escritora, o resto é admirável.

‘Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.

Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta. Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau-humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc…

Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde aapuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando oresultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 seinstalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

9. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

10. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando?

É, O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!”

Tá faltando valor ao lugar que nascemos, crescemos e moramos.

É uma pena que a mídia grande não queira que vejamos o que acontece de bom no nosso país. Somos bombardeados com violência, corrupção e futebol diariamente. Parece até que nem temos coisas boas.

 Assim fica difícil, realmente, de nos valorizarmos mais.


Acidentes de percurso

18 Julho, 2008

Será que somos nós mesmos que traçamos a nossa linha da vida, ou será que os trilhos já estão traçados? É incrivel ver como a  vida toma rumos inesperados.

Particularmente, nas últimas semanas, a minha vida tem sido assim. Segue uma constante e quando menos se espera, toma outro rumo. Sem tempo de reação, a estrada bifurca e quando dou por mim, já estou em outro lugar.

As vezes existe uma certa dedicação para que os rumos da gente mudem drasticamente. Com isso, pegamos uma nova estrada que nos trás novos caminhos, que nos leva a novas pessoas, que nos leva a novas estradas, que nos leva a novos caminhos…

É um ciclo vicioso. Basta enxergarmos. Por isso a minha pergunta inicial: “Será que somos nós mesmos que traçamos a nossa linha da vida, ou será que os trilhos já estão traçados?” Nem damos conta de quantas vezes nossa vida num mesmo dia. Desde a hora que acordamos até a hora que vamos dormir, nossa vida esta sujeita a alterações que não estavam nos nossos planos.

Econtrar pessoas velhas, conhecer pessoas novas, tropeçar na rua, receber uma carta, terminar de ler um livro, achar um dinheiro no bolso, perder as chaves de casa, ajudar a vizinha com as compras, sorrir para alguém. Tudo isso e mais uma infinidade de coisas, desde as menores que pareçam ser, são fatores de alteração de toda nossa vida. Umas coisas com mais força que outras, mas com certeza, de alguma forma, mudam.

E como não vivemos sozinhos no mundo, o que acontece nas nossas vidas, atitudes que tomamos, escolhas que fazemos, rumos que percorremos, acaba sendo refletido nas pessoas que estão em nossa volta. Interferindo diretamente, nos caminhos dessas pessoas.

Receber uma carta inesperada de alguém distante, em um dia de tristeza, te faz sorrir como criança. Este messmo sorriso, quando lançado, muda o dia tediante do porteiro. Que por sua vez, lança um sincero obrigado ao motorista do ônibus por pegá-lo fora da parada e assim quebra o seu pensamento de achar que ninguém valoriza o seu emprego. E o motorista, ao terminar o seu trabalho, caminhando para casa, acha um dinheiro na rua e convida um garoto de rua para comer um cachorro-quente, que vai poder dormir de barriga cheia e com isso perdido sua vontade de roubar.

É assim que o universo funciona. Tudo em sintonia. Tudo em harmonia. As escolhas que você toma, refletem na vida dos outros também. E vice-versa. E pensar que tudo começou com uma simples carta em um dia triste.

Mas e se não houvesse carta? Não teria sorrido para o porteiro, que não teria agradecido ao motorista de ônibus, se é que teria conseguido pegar o ônibus, que não teria achado o dinheiro, pois não teria parado para pegar o porteiro, e não teria ajudado o garoto com fome, que já teria roubado para poder se alimentar.

Acho que é tudo acidente de percurso…