Texto em Flip

28 Abril, 2008

McLuhan, em sua teoria do meio, disse que a mensagem muda de sentido de acordo com o meio que ela é transmitida. No caso, transmitir uma notícia em um jornal impresso, não terá o mesmo sentido quando transmitido por um sítio na web, pois seu conteúdo será lido de maneira distinta, já que os meios pelos quais são transmitidos são diferentes.

Atualmente, alguns jornais e revistas, estão buscando utilizar de uma tecnologia que pouco é explorada, chamada Flip. Esta tecnologia baseia-se em transmitir as mensagens do meio impresso (na integra, incluindo inclusive, as propagandas) para o meio digital.

Contudo, esta nova forma de leitura é bem mais complicada do que a forma convencional, pois, nem todos os leitores de jornais impressos tem acesso a web, e mesmo que tivessem, a rapidez que o usuário tem de folhear as páginas de um jornal ou revista impressa é muito maior que na versão digital. A vantagem, no entanto, é que é possível ler o conteúdo da versão impressa destas mídias, a custo zero. Ou seja, de graça.

Atualmente encontramos na web as seguintes mídias que se utilizam do sistema de Flip:

- Jornal Zero Hora

- Jornal do Brasil

- Revista Pix

Tanto nos jornais Zero Hora e Jornal do Brasil, é necessário utilizar-se da ferramenta de zoom para poder ler o conteúdo das matérias. Contudo, na Zero Hora, pode-se clicar em cima das matérias abrindo assim, um box com a matéria em um tamanho legível, útil para buscas especificas de uma determinada notícia. O interessante do flip do Jornal do Brasil é que o leitor o folheia, como se estivesse folheando um jornal impresso. Pegando pela ponta, e passando pro outro lado, podendo até “brincar” com a folha, dobrando-a.
Já a revista Pix, nos trás em melhor qualidade a utilização do flip. Não é necessário dar um zoom em nada, tão pouco, clicar nas matérias que lhe interessam. é possível ler os textos no tamanho que se encontra. A revista utiliza-se, assim como o Jornal do Brasil, da técnica de leitura como se estivesse lendo a versão impressa. O engraçado disso, é que ambas as mídias além de se utilizarem dessa técnica, buscam imitar o som do papel quando folheado.
A vantagem nisso tudo, é que nas três mídias, é possível digitar a página que deseja ler, e rapidamente a página está a sua frente.

Apesar de todos os problemas que o flip apresente, ele é uma forma interessante de se apresentar um conteúdo, além disso, como falei antes, é a custo zero ao acesso da informação.


Bento 16 é recebido por Bush na chegada aos EUA

15 Abril, 2008


Bento 16 se disse 'envergonhado' com casos de abusos sexuais

O papa Bento 16 chegou nesta terça-feira a Washington para o início de uma visita oficial de seis dias aos Estados Unidos.

O presidente americano, George W. Bush, mostrou uma deferência inédita ao papa ao recebê-lo pessoalmente na base militar Andrews, no Estado de Maryland, onde o avião de Bento 16 pousou.

Ao longo de todo seu mandato, Bush não foi receber nenhum outro dignatário internacional em suas chegadas aos Estados Unidos.

O presidente americano foi reeleito em 2004, depois de conquistar o voto da maior parte dos católicos americanos, apesar de estar disputando com um rival católico, o senador democrata John Kerry.

Uma recepção ao papa está programada para quarta-feira, na Casa Branca, com a presença de 12 mil pessoas – um número que supera até o da suntuosa recepção à rainha Elizabeth 2ª, recebida no ano passado por 7 mil pessoas na residência presidencial americana.

Pedofilia

Bento 16 disse nesta terça-feira, pouco antes de embarcar para sua visita oficial aos Estados Unidos, que a Igreja vai excluir os padres envolvidos em escândalos sexuais.

“Nós vamos excluir por completo pedófilos do Santo Ministério”, afirmou Bento 16, ao responder a perguntas de repórteres a bordo do avião papal, em Roma, de onde seguiu para Washington.

Os comentários do papa foram feitos em inglês, em uma clara indicação de que ele procurou falar diretamente aos fiéis americanos.

O tema de abusos sexuais cometidos por padres católicos poderá ofuscar os demais tópicos que o papa pretende tratar em sua visita oficial, que termina no domingo, em Nova York.

Os escândalos vieram à tona em 2002, na arquidiocesde de Boston. Mais tarde, surgiram denúncias semelhantes em diversas outras cidades americanas, muitas das quais datavam de décadas e que teriam sido acobertadas por reporesentantes do alto clero.

Os escândalos causaram “grande sofrimento à Igreja nos Estados Unidos, à Igreja como um todo e a mim, pessoalmente”, afirmou Bento 16.

Vergonha

“É difícil para mim entender como isso poderia acontecer”, acrescentou o papa. “Como foi possível que padres traíssem desta maneira a sua missão para com as crianças.”

“Estou profundamente envergonhado, e faremos o possível para termos bons padres em vez de muitos padres”, disse Bento 16. “Faremos o possível para sanar essa ferida.”

A Igreja gastou um total de US$ 2 bilhões em indenizações para as vítimas de abusos sexuais, mas muitos ativistas criticam o suposto acobertamento dos autores de crimes, que teriam sido transferidos para outras dioceses, em vez de denunciados de imediato.

A visita do papa é a primeira de um sumo pontifíce aos Estados Unidos desde a eclosão dos escândalos, e a primeira de Bento 16 ao país desde o início de seu papado, em 2005.

Condenação “tardia”

Muitas vítimas de abuso afirmam que a condenação papal chega tarde demais. É o caso da ativista Barbara Blaine, que preside a entidade Rede de Sobreviventes das Vítimas de Abuso cometidos por Padres (Snap, na sigla em inglês).

“O histórico do Santo Padre não tem sido bom”, afirmou Blaine à BBC Brasil. “Ele soube da ação dos predadores e não tomou uma atitude.”

“Ele chefiou o setor responsável pela doutrina da Igreja, que recebeu denúncias de todo o mundo, mas eles fizeram pouco ou nada”, acrescentou.

A organização afirma que a omissão da Igreja nos Estados Unidos ainda perdura, pois teriam surgido novas acusações acobertadas por representantes da alta hierarquia católica.

Mas muitos católicos não compartilham do ceticismo da ativista, como Ray Flynn, ex-embaixador americano no Vaticano que conhece Bento 16 desde o período em que ele era o cardeal Joseph Ratzinger, o principal ideólogo do Vaticano e o braço direito de João Paulo 2º.

“Ele seguirá frisando a transparência e a necessidade de que bispos cooperem com autoridades”, disse Flynn. “Ele é um rígido disciplinador.”

“No final das contas, é a lei moral que irá prevalecer”, avalia o ex-embaixador. “Se fosse para dar um apelido, eu o chamaria de o ‘papa antiacobertamento’. Ele é um linha-dura que fará o que for ao encontro do bem comum.”

Notícia retirada do portal da BBC Brasil


Comissão do Senado convoca Dilma para falar sobre dossiê

15 Abril, 2008
Oposição aprovou requerimento que obriga Dilma a ir à Comissão de Infra-estrutura. A ministra precisa comparecer em até 30 dias sob pena de crime de responsabilidade.

EDUARDO BRESCIANI
FAUSTO CARNEIRO
Do G1, em Brasília

A Comissão de Infra-estrutura do Senado aprovou, nesta terça-feira (15), em votação “relâmpago”, a convocação da minstra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para dar esclarecimentos sobre o suposto dossiê com gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. A ministra precisa comparecer em até 30 dias sob pena de crime de responsabilidade se não atender à convocação.

A mesma comissão já havia aprovado convocações para a ministra falar sobre o PAC e a usina hidrelétrica de Belo Monte. A convocação para falar do dossiê foi uma manobra da oposição, que se valeu do baixo quórum na sessão de sabatina de Mário Rodrigues Júnior, indicado para uma diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O autor do requerimento de convocação é o senador Mário Couto (PSDB-PA). Para ele, o assunto não é “estranho” às atribuições da comissão. “O artigo 50 da Constituição dá amplo direito para que a comissão possa requerer a qualquer momento a presença de qualquer ministro. Não sei por que esse medo de deixar ela vir aqui”, argumentou. O presidente da Comissão de Infra-estrutura do Senado é da oposição: Marconi Perillo (PSDB-GO).

Reação

A manobra provocou reação da base do governo. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), entrou na comissão com um requerimento pedindo a derrubada da nova convocação. Ele apresentou, ainda, outro requerimento para trocar a convocação sobre o PAC para convite. Com isso, a presença de Dilma deixaria de ser obrigatória. A ministra deve comparecer à audiência sobre o PAC no final de abril.

Por volta das 15h55, Marconi Perillo chegou a ler os requerimentos de Jucá, mas decidiu encerrar a reunião sem a votação. Para o tucano, as convocações da ministra são “matérias vencidas” na comissão. Só cabe, agora, recurso ao plenário do Senado.

A líder do PT, Ideli Salvatti (SC), criticou a nova jogada da oposição. “Eles perceberam o quórum e, em três minutos, tentam, de novo, esse golpe de convocar a Dilma para falar do dossiê. Nós não podemos aceitar.” Ideli e Jucá saíram da reunião às pressas.

Ao sair da sala em que ocorria a reunião, Jucá reuniu cerca de seis senadores aliados e disse, em tom de ameaça, que os senadores governistas não poderiam mais dar quórum à comissão, para o governo não ser ’surpreendido’ com esse tipo de atitude.

O vice-líder do PMDB na Casa, Valter Pereira, (PMDB-MS), criticou a oposição e não descartou um recurso ao plenário do Senado. “Existe um Senado e estão querendo transformar as comissões técnicas em outros ‘Senadinhos’. Não tem lógica convocar a ministra para falar de cartão corporagivo nesta comissão.”

‘Vazamento de discurso’

A Casa Civil informou ao G1 que a ministra não fez comentários ao ser informada da convocação do Senado. A assessoria informou que Dilma não falará sobre o suposto dossiê enquanto a investigação da Polícia Federal e a auditoria do Instituto Nacional de Tecnologia de Informação (ITI) não forem concluídas.

Pela manhã, durante a 11a Marcha dos Prefeitos e com Dilma presente, o presidente Lula fez uma brincadeira com referência indireta ao vazamento de informações do suposto dossiê.

“O problema é que seu sempre trago um discurso por escrito, e os prefeitos que vêm falar antes de mim falam as coisas que estão escritas aqui. Ou nós copiamos o discurso deles ou eles copiam os meus. Deve ter vazamento de informações”, disse Lula, provocando gargalhadas na platéia. A ministra Dilma Rousseff deixou o evento sem falar com a imprensa.

Notícia retirada do portal G1