De volta a ativa!

19 Outubro, 2009

Depois de muito tempo ausente, aqui estou eu, diretamente de Montevideo, Uruguai, para seguir este blog, agora com análises e histórias deste pequeno país ao sul da América Laina.

Para quem ainda não sabe, desde o dia 18 de julho, estou vivendo nessa cidadezinha de um milhão e quinhentos mil habitantes, que também é a capital do país – que por sinal, não tem mais que três milhões e tresentas pessoas. Para se ter uma idéia, o país é um pouco menor que o estado do Rio Grande do Sul, porém, Porto Alegre e região metropolitana juntos, tem a mesma população de todo um país.

Buenas, breve voltarei contando mais novas…


Precisa-se de jornalistas na RBS

26 Maio, 2009

Um dos preceitos básicos da faculdade de jornalismo é SEMPRE cuidar com o que se escreve, principalmente se tratando de reproduzir matérias de outras mídias (famosa clipagem), para não escrever nenhuma besteira. Mas me parece que isso é algo ignorado pelos jornalistas da RBS:

Imprensa venezuelana destaca dificuldade de enfrentar o Grêmio
Jornais lamentam que os dois times do país peguem brasileiros nas quartas-de-final

A tradição do Grêmio, bicampeão da Copa Libertadores, chama a atenção dos jornais da Venezuela. O diário 2001 destaca na manchete nesta terça: “Quem detém os brasileiros?”, se referindo às missões ingratas de Caracas e Nacional, que enfrentarão Grêmio e Palmeiras, respectivamente. O outro confronto das quartas com brasileiros será entre Cruzeiro e São Paulo. A publicação destaca que o time gaúcho foi o melhor time na fase de grupos da competição continental.

— É uma partida complicada, pois o Grêmio tem grandes jogadores. Mas nós estamos muito bem, estamos seguros que será uma grande partida — declarou o atacante do Caracas Emilio Rentería.

O El Universal abre a reportagem sobre o jogo com uma declaração do técnico Noel Sanvicente, pregando tranquilidade aos seus comandados.

— Sabemos da qualidade do rival, difícil como todo brasileiro, vão querer fazer gols, mas nós devemos ter a personalidade para fazer nosso jogo e buscar o resultado — salientou.

O jornal destaca os retornos do volante e capitão Luis Vera e do lateral-direito Giovanni Romero, recuperados de lesão.

— É um encontro importante, tanto pelo lado pessoal como no coletivo, porque é muito bonito para um jogador estar em uma partida assim, histórica para o Caracas, porque é a primeira vez que estamos buscando a classificação às semifinais — observou Romero.

Já o Meridiano estampa que o Grêmio buscará um empate com gols.

— Um empate com gols seria bom. Assim faremos prevalecer a vantagem no Olímpico — declarou o meia Tcheco.

A publicação diz ainda que o capitão gremista pregou respeito ao Caracas, apesar de reconhecer que o time tem poucas informações do rival venezuelano (Marcelo Rospide observou jogos para passar dados aos jogadores). O jornal citou também a estreia do técnico Paulo Autuori na Libertadores com o Grêmio.

Não se averigua mais nada, não? Desde quando o Nacional é da Venezuela??? Além do mais, na própria matéria do jornal “Diário 2001″ ele cita o Nacional como um time do Uruguay. Além do mais, eles não podem lamentar que “os dois times do país peguem brasileiros”, pois só há UM time da Venezuela ainda na competição!

Sugestão: Colegas formandos ou formados em jornalismo, envie seu currículo para a RBS, pois me parece que estão precisando de novos jornalistas.


O gancho do Capitão Gancho (parte 2)

22 Abril, 2009

Agora passemos este exemplo de proporções micro, para um tamanho maior, de envolvimento e participação, mesmo que indireta, de todos os cidadãos.

Todo mundo aqui paga, ou deveria pagar, regularmente seus impostos. Impostos esses, que não são nada baratos, assim como as mensalidades da Unisinos, que além dos repasses, investem em coisas que a gestão atual acredita ser de interesse ou agrado do bem comum da comunidade acadêmica da universidade. Hoje priorizam uma coisa, amanhã outra gestão priorizará outra.

Bem, isso acontece, ou deveria acontecer, também com nossos impostos. Assim como a mensalidade, deveriamos ter um retorno daquilo que pagamos com as taxas e tudo mais.

O imposto que pagamos deveria suprir nossas necessidades básicas como: saúde, educação, saneamento, segurança…, como dizem que deveria ser uma democracia. Porém, com uma má gestão, não é bem assim que a banda toca.

Na real, eu nem falaria em má adimistração. Eu diria sacanagem mesmo. A maioria dos políticos usam do dinheiro público para benefício próprio, como por exemplo, o caso do uso indevido das cotas de passagens áereas.

Mais de 200 deputados, de um total de 513, utilizaram das cotas para viagens a passeio pelo Brasil, Estados Unidos e Europa. E se não bastasse, usaram de suas cotas para “ajudar” seus parentes ou amigos a viajarem também, nestes “passeios” de férias, ou não.

Eu, particularmente, não sou contra que os Deputados tenham cotas para viajarem pelo Brasil e exterior, contanto que a viagem feita tenha como finalidade alguma atividade política. Também não sou contra que os deputados utilizem de suas cotas para custear a viagem de terceiros com a mesma finalidade.

Mesmo que eu fosse contra, isso é claramente autorizado pelo regimento interno da Câmara, que prevê que as cotas são de uso para atividades políticas.

Uma volta rápida a análise micro das coisas…

A grana que o DA recebe da Unisinos, pra mim, pode, e deve, ser investido em encontros de estudantes, seja ele em Caxias do Sul, Curitiba ou São Luis do Maranhão. Mesmo que representando o diretório só vá uma única pessoa. É o uso do dinheiro público para uma viagem, com uma finalidade política.

Porém, se algum DA ou alguém que faça parte dele, usar do dinheiro para viagens de cunho pessoal, ou interesse particular, como por exemplo, passear em Gramado, ou passar as férias em São Paulo, (ou até em coisas menores, como se auto-promover), isso sim é roubalheira. É usar o que é dos outros para benefício próprio.

Obviamente não poderiamos ser vistos como casos iguais, pois o uso do dinheiro para viagens, foram aplicados com intuitos distintos.

Contudo, na situação macro das coisas, não é o que vem acontecendo.

Como disse, mais de 200 deputados vêm usando de suas cotas para viagens pessoais, entretanto, há quem use elas somente para atividades políticas, só que infelizmente são colocadas na vala comum, com a ajuda da mídia, dando a entender que todo político é mal caráter, interesseiro.

Tem como comparar, ou pior, dizer que são iguais, casos em que, de um lado, temos, por exemplo, o próprio presidente da Câmara, Michel Temer, que afirmou ter usado de suas cotas para viajar, juntamente com sua família, para Porto Seguro, no litoral baiano; e do outro, a Luciana Genro, que pagou com sua cota de passagens, para levar de Brasília a Porto Alegre o delegado da PF, Protógenes Queiróz, para palaestrar na capital gaúcha sobre corrupção, uma das principais bandeiras combatidas pela deputada? É claro que não tem comparação! 

Oras, se de um lado vemos um deputado que usou do benefício para seu bem e de seus familiares e de outro, temos uma deputada que usou da vantagem para fins políticos, é possível colocá-los os dois no mesmo saco e dizer que os casos são iguais? Creio que não.

Por essas e por outras que sou a favor do voto nulo!


O gancho do Capitão Gancho (parte 1)

22 Abril, 2009

Eu sei que trabalhar com dinheiro público não é algo fácil. Na verdade, é uma responsabilidade que não tem tamanho, pois tudo tem que ser justificado. É claro que aonde este dinheiro será investido, nem sempre é de interesse de todos.

Sendo mais claro: o dinheiro pode ser investido em algo que um grupo A possa não gostar, mas um grupo B goste e vice-versa. Assim como pode ser aplicado em algo que A e B gostem, mas C acha ruim.

Lá na Unisinos, eu faço parte do DA de Comunicação e Recebemos um repasse mensal da universidade de quase 300 reais. E é assim para todos os CAs e DAs. Esse repasse que a Unisinos faz, não é por bondade e preocupação com o Movimento Estudantil dentro do campus, mas sim, por obrigação em retornar o dinheiro dos estudantes, para trabalhos organizados por estudantes.

Há diretórios que preferem recusar esse repasse, pois veem que esta ajuda prejudica na sua independência. É tipo como pensar na Unisinos como os nossos pais e os DAs como os filhos que querem sair de casa. “Oras, como ser independente, se ainda recebo a mesada do papai”? É o pensamento de alguns jovens – e também de alguns DAs e CAs que querem sair debaixo da asa dos pais – no caso, da Unisinos.

Pois bem, assim como há DAs que preferem ser independentes, há também os que acham que o dinheiro repassado pela Unisinos é um direito conquistado. Neste modelo, inclui-se a grande maioria dos Diretórios, inclusive o de Comunicação.

Mas como falei, trabalhar com o dinheiro público não é fácil, porém, a forma como ele é investido, varia de gestão para gestão. Por exemplo, a última gestão do DA de Comunicação, preferiu investir boa parte da grana do estudante, em propagandas de auto-promoção para tentar uma reeleição. Pouco, mas muito pouco mesmo, foi feito com o intuito de gastar a grana do estudante, para o estudante.

O motivo disso era que havia na época, uma gestão pífea, já que não tinham condições de criar atividades para um coletivo, “comprando” idéias prontas de entidades ditas representativas dos estudantes – leia-se UNE e UJS – como poderiam adiministrar bem o bem público?

Picuinhas a parte, e tempos depois, o quadro virou e há quem pense que onde investimos a grana não é de interesse comum. Normal. Isso sempre irá acontecer. Se usamos o dinheiro para organizar uma festa, com o intuito de integrar a galera da comunicação, há quem argumentará que deveriamos usar para debates. Se usamos o dinheiro para trazer alguém para um debate, há quem pense que deveriamos usar para participar de encontros da área. Ainda não chegamos a participar de encontro algum, mas se tivéssemos participado, haveria alguém que diria que o melhor seria investir em festas de integração.

É uma loucura. Como falei, cabe a quem adiminstra a grana, saber onde acha que ela será melhor aplicada para contemplar a maioria. Mas é lógico que ela deve ser investida para atividades políticas, sociais, culturais e/ou desportivas cabiveis ao Diretório.


Já se foi o disco voador…

22 Abril, 2009

Você se lembra em quem votou para deputado federal nas utlimas eleições (refresh: 2006)?

Se sim, dá uma olhada nessa lista aqui para ver por onde ele passeou, levando junto as vezes, amigos e parentes, por tua conta, seu bocó.

Na lista da pra ver também o total de viagens que ele fez. Confere aí!

Propaganda: O estudo foi feito pelo site Congresso em Foco, responsável por estudar, analisar, cuidar e denunciar as bizarrices do nosso Congresso. Quem gosta de política - e deveriam, pois é igual ou melhor que novela, tendo por vezes, cenas engraçadas, dramáticas, que mesclam mocinhos e bandidos – não pode deixar de ler.


E as fotos cascata continuam em alta

11 Abril, 2009

Eu posso estar ficando louco, mas confesso nunca ter visto esses indicadores de saída das arquibancadas do Olímpico, como mostra a foto.

celso-rothFaz um certo tempo que não vou ao Monumental, por falta de tempo ($$$), mas sempre que posso compareço ao estádio. Porém, contudo, todavia, entretanto, eu realmente nunca prestei atenção nestes sinalizadores. Por outro lado, e posso estar enganado, mas acredito que estes nem existem.

O que me faz crer nisso, é que como a foto foi tirada no momento em que Celso Roth foi demitido do Grêmio, e ia embora do estádio, seria de grande sacação os indicadores mostrando os rumos da saída, como acontece na foto.

Na terça-feira, um dia após a demissão do Roth, Paulo Sant’ana escreveu na sua coluna de Zero Hora e publicou em seu blog (ctrl+c; ctrl+v) o texto intitulado “Sem substituto pra Roth”.

Eu costumeiramente comento em alguns blogs da Zero Hora. O do Paulo Sant’ana muito raramente, exatamente por achar ele um idiota que não sabe o que diz. Mas desta vez comentei, só que não a respeito do texto, e sim falando da foto que ilustrava o texto.

Quero frizar que o comentário que fiz, foi no mesmo dia em que o post foi publicado.

comentario_blog1

A intenção da imagem a cima era de mostrar o post do Sant’ana e ao lado meu comentário que fiz. Mas quem quiser conferir o que escrevi, pode clicar aqui

Por via das dúvidas, marquei o ítem que me informa que meu comentário foi publicado no blog. Eis então que hoje recebo a surpresa. Hoje, dia 11 de abril, recebo o e-mail de confirmação, ou seja, só hoje que meu comentário foi ao ar.

confirmacao

Seria mera coincidência um comentário que foi escrito a quatro dias atrás só ser publicado hoje e mesmo assim, ele ser datado como do dia 7? E mais: seria loucura pensar que, a Zero Hora, para não passar por anti-democrática não publicando meu comentário, só o fez quatro dias depois, depois que o post do Sant’ana já havia caido no esquecimento e ninguém iria ler o comentário perdido entre os muitos outros?

Já imaginaram que chato seria se todos os 91 comentários (logicamente, a maioria gremista e frequentadores do Olímpico) ao irem ao estádio procurassem observar se há ou não os sinalizadores, e caso a resposta fosse negativa, que não há sinalizador algum, como eles poderiam permitir em ser denunciados dentro do próprio meio deles, que é o Blog so Sant’ana?

Sobre foto cascata leiam sobre o caso do Professor Ungaretti no blog Cão Uivador e veja as conseqüencias de criticar as grandes mídias no seu blog particular, o Ponto de Vista


AVISO!

8 Abril, 2009

Confesso estar cansado de escrever sobre questões mundanas. Tentarei para os próximos posts escrever sobre a mídia e a crítica a ela, a proposta pelo qual fiz este blog.


O homem e o macaco

8 Abril, 2009

Qual a diferença mesmo entre o homem e o macaco? Os dois são mamíferos, andam de pé, se articulam com as mãos… bem, o macaco é um pouco menor que o homem e possui rabo, algo que tinhamos também, alguns milhares de ano. Esse não deve ser o diferencial. Acho que a diferença está  no homem…deixe-me pensar….ah sim, é isso mesmo: o homem pensa! Será?!

 O macaco como um ser irracional, age, obviamente, por instinto. Pode-se dizer, na verdade, que o instinto animal do macaco é bem desenvolvido. Ele é um animal esperto, que sabe usar as ferramentas que a natuerza lhe dá – leia-se, galhos, folhas e pedras – para se alimentar e sobreviver.

Na sua irracionalidade, ele vive unicamente para sobreviver e seu trabalho é esse. O de sobreviver. Funcionando como um mecanismo dentro da cadeia animal, onde se alimenta de frutas, verduras e insetos; e serve de alimento para animais carnívoros maiores. E isso é valido para todos os animais, incluisve nós, seres pensantes.

Cada animal tem sua ferramenta natural de sobrevivência no mundo, tanto para comer quanto para não ser comido. Uns tem asas pra voar, outros visão noturna, outros tem grandes pêlos, outros grandes garras, grandes dentes, audição aguçada, faro aguçado… escamas, traquéias, nadadeiras, uns são velozes, outros se camuflam na natureza… enfim, cada animal tem seu diferencial, tanto para fugir das suas presas, quanto para localizá-las.

Ou seja, no final das contas, eles comerão para virarem comida. O adubo fortalece os vegetais (que vivem de água e fotossintese), que são  comidos pelos insetos, que são devorados por ratos, que são degustados pelas cobras, que no dia seguinte vira o prato principal de  alguma ave que pode vir a ser alimento de algum felino, que quando morre, ao se decompor vira comida de moscas , que é o prato preferido dos sapos, que também servem de alimento das cobras e…

Nossa, estamos na cobra de novo. Sim, o cíclo é interminável. E isso é uma dádiva divina, confesso. É a cadeia alimentar funcionando naturalmente. Como se cada animal fosse uma peça de uma máquina. É perfeito.

E com o homem não seria diferente. A nossa ferramenta de sobrevivência é a racionalidade. Apesar de muita semelhança com o macaco, nós somos diferentes porque pensamos. Para muitos, isso nos torna superiores a eles, porém, eu discordo totalmente.

Oras, ser um ser pensante também é uma dádiva.Isso deveria nos tornar um ser crítico, analítco e observador de tudo que nos rodeia. Só que me parece, que há pessoas que não sabem usar o amendoim que carrega dentro da cabeça e parece agir pior que nossos primos primatas.

Eu me refiro aquelas pessoas que não se questionam o motivo deles estarem no mundo, que vão levando a vida no “automático”, sem fazer idéia do que é instinto. Trabalham, pra ganhar dinheiro, mas não sabem o que estão fazendo e o que isso pode interferir no mundo em que vive.

Ou seja, ter um cidadão como esse trabalhando – e que não são poucos -, ou um macaco, daria no mesmo, pois ambos não pensam, não criticam, não questionam. Simplesmente vivem, com a diferença que o macaco é treinado ou adestrado para tal, o homem, não deveria ser…


O poder de uma novela

8 Abril, 2009

Uma das maiores facinações do povo brasileiro, são as novelas aqui produzidas. São realmente produções incríveis. Produto de exportação, é um sucesso no exterior, do mesmo modo que os filmes Holiwoodanos são para os Estados Unidos, as novelas são para o Brasil.

Mas, assim como os filmes de Holiwood já cairam numa tendência repetitiva padronizada, com mocinho, mocinha e vilão, – e isso independe de ser filme de ação, aventura, comédia ou drama – e com final feliz, as novelas também seguem um padrão. Com mocinhos, mocinhas e vilões. Tem gente que morre no meio da novela e ninguém sabe quem matou e a dúvida segue até o último capítulo. Sem esquecer dos casamentos e dos inumeros trabalhos de parto que acontecem, terminado tudo em final feliz também.

Bem, na relidade, na contemporaneidade, nada mais se cria, tudo se copia. Neste caso, depois que descobriram a fórmula do sucesso para vender as novelas, muda-se o nome, o cenário, os personagens, mas de resto, a história é sempre a mesma.

E é incrível como isso vende. Como o povo se interessa e nem percebe que a novela atual, é igual a anterior, que é igual a anterior e que será igual a futura. A novela sempre foi um meio de manipulação. Todavia, antigamente, além de mais criativa e original, ela procurava fazer uma crítica a sociedade da época, ou o governo vigente. 

Atualmente, as críticas foram deixadas de lado e passaram a ser tratados temas polêmicos pertinentes a sociedade, pautando a mídia, de maneira que as pessoas acabam usando como argumento “o caso da novela”. Quer dizer, a novela fala sobre um assunto específico e a mídia passa a produzir mais notícias sobre o o fato na vida real e, não raramente, comparando com o acontecimento da novela.

Hoje a novela se tornou ainda mais, uma maneira de formar opinião e  isso é visto de maneira escancarada. A construção de um personagem determina se ele será bandido ou mocinho e alguns casos, o que é desenhado como bandido, passa a ser visto como bandido na vida real também. E vice-versa.

Me lembro vagamente de um exemplo que aconteceu na Malhação, no mesmo período (coincidentemente, claro) da onda de greves e invasões às reitorias, em especial na USP e na UnB, que levaram a queda dos seus respectivos reitores, por uso ilícito de verbas públicas para benefício próprio. 

Na novela – se é que podemos chamá-la assim, por ela não ter fim e ninguém se lembrar mais como ela começou - o fato foi que, um grupo de estudantes estavam tentando organizar um Grêmio Estudantil. E era engraçado ver a maneira como eles faziam a inversão de valores, pois  aqueles que gostariam de fazer revindicações estudantis, ou protestar por melhorias na escola, eram desenhados como os baderneiros, que se vestiam de preto, que matavam aula e etc e tal. Já os bonzinhos eram aqueles que simplesmente queriam fazer festas e organizar atividades de auto-promoção, pois afinal, popularidade é o que importa.

Logicamente, a construção da imagem desses personagens na novela, foi refletida na vida real. No caso real, muita gente passou a ver aqueles manifestantes como baderneiros, que só querem matar aula e bla bla bla.

E inocente é quem não acredita nisso. Que pensa que isso é mera coincidência, ou fruto da imaginação de alguém que acredita na Teoria da Conspiração.

Mas é lógico que é muito melhor tentar saber quem matou Odeth Roithman, do que saber onde a governadora tirou dinheiro pra comprar sua casinha, ou que aconteceu com os cidadãos envolvidos no mensalão. Estão presos? Devolveram o dinheiro da cueca?

Conclusão: Vida real é um saco! viva a novela!


Pressa infernal

8 Abril, 2009

Duas coisas diariamente me tiram do sério:

- Todos os dias, mais exatamente às 17h41min, eu pego o Diretão lotado do trampo para o centro. Esse não é o problema. O que me incomoda é TODOS que lá dentro estão, saberem que o ônibus vai para um destino comum, logo, todos deverão descer do coletivo no mesmo lugar, a estação de oônibus da Praça XV, ao lado do Mercado Público.

Quando chegamos no centro, no famoso, horário de pico, não é raro pegar uma leve tranqueira, alguns metros antes da estação. Mas parece que o povo não vê que a via está engarrafada e não se dão conta que TODOS irão descer, e logo começam a se coçar, se levantar, e tomar a direção da porta. Agora eu pergunto: Pra quê?

A verdade é que, pra quem tá de pé, como é o meu caso 87,3% das vezes, é um saco ver as pessoas se acumulando no corredor, enquanto o ônibus está preso no trânsito e ainda falta minutos para ele chegar ao fim da linha.

Pô, custa esperar o ônibus parar para se levantar? Acredito que ir se levantando não vai desengarrafar a rua e tampouco fazer o ônibus chegar mais rápido na estação.

- A segunda coisa que me tira do sério, vem logo em seguida. Que me parece ser o processo inverso ao do primeiro caso.

Como estudo na Unisinos, vou para lá de trem, que lógicamente pego depois de descer do Diretão. Após subir a escada rolante, logo depois da roleta, me deparo, todos os dias, com uma multidão na plataforma a espéra do mesmo trem. Nada muito fora do comum. Contudo, quando ele chega, as pessoas se atropelam umas nas outras, se empurram e se apertam pra conseguir um lugar para sentar.

Isso sem falar no desrespeito que com as senhorinhas e os tiozinhos, ignorando-os, como se não tivessem ali olhando para estes apressados com uma cara de “por favor, eu quero me sentar”.

É pressa pra descer do ônibus, pressa subir no trem, é pressa pra tudo. E qual é o motivo de toda essa pressa mesmo? Tem gente que nem sabe, mas tem pressa só pra não perder o costume. Tem pressa de viver e esquece que o melhor da vida se vive sem pressa.

Atualização desatualizada: Fiquei apavorado com o que vi, voltando de Brasília, no feriadão de páscoa, no domingo retrasado. O sinal luminoso de sintos atados nem tinha se apagado, o avião nem tinha parado e as pessoas já estavam se levantando para retirar sua bagagens de mão, formando filas no corredor, antes mesmo de as portas se abrirem para o desembarque. Tinha um cara que se levantou de sua poltrona, naquela pressa, e não deve ter percebido o entruncamento que havia no corredor, ficando de pé todo torto, por ser maior que a distância do chão até o bagageiro de mão, do avião. E por pelo menos, cinco minutos ficou assim. Até que se deu conta que sua posição não estava confortável e voltou a se sentar. Engraçadíssimo!